Veja abaixo algumas das fotografias tiradas durante o último workshop de fotografia realizado pela Ânima.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Workshops em Julho
Fique atento para a nossa programação de workshops em julho! Reserve suas vagas! Clique nas imagens para vê-las ampliadas:
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A arte do Sumi-e
Sumi-e
A palavra japonesa que significa
literamente “pintura com tinta” denomina a técnica de pintura, geralmente em
preto e branco, cujas raízes remontam a mosteiros budistas da China durante a
dinastia Sung (960-1274). A técnica foi levada pelos monges
zen para o Japão por volta do século
XIV, e naquela época tinha essencialmente temas religiosos de elementos
budistas, como o círculo (que indica o vazio interior), ou da natureza, como
rochas e água. Porém o sumi-e não é apenas uma técnica de pintura: ele expressa toda uma
filosofia e um estado de espírito. É importante passar a essência do elemento a
ser pintado, não apenas uma simples reprodução de sua aparência. Durante a
execução das pinturas tudo é importante: desde a maneira como se retira o excesso
de tinta (sumi) do pincel, até a
respiração durante as pinceladas.Não é raro observarmos trabalhos com poucas linhas e que, mesmo assim, traduzem uma flor ou um pássaro, tendo como marcas registradas a leveza, a simplicidade e o equilíbrio. A aparência do trabalho também é resultado da técnica, que para nós, ocidentais, pode parecer muito difícil. Os pincéis são específicos (fude), assim como a tinta e até o recipiente em que ela será colocada (suzuri). O desenho é feito sobre papel de arroz (washi), com o pincel colocado entre os dedos em posição vertical. Ao contrário do que se aprende na pintura ocidental, não é o pulso que se move, mas todo o braço, a partir do ombro, enquanto o resto do corpo fica em uma postura bastante ereta.
| Normalmente o sumi-e é feito apenas com tinta preta, mas não é estranho encontrá-lo pintado com outras cores. |
É preciso bastante treino e dedicação para se tornar proficiente na técnica do sumi-e, mas a Ânima vai trazer para você um gostinho dessa técnica japonesa tão linda. Em julho, a escola fará um workshop especial de três horas com a artista e professora japonesa Yoshiko Muto. Mais informações você consegue na secretaria da escola ou pelo telefone 19-3342 2992.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Quadrinista argentino Eduardo Risso em São Paulo
O desenhista argentino de quadrinhos Eduardo Risso
participará de uma conversa com os fãs, na próxima quarta-feira, em São Paulo , na Quanta
Academia de Artes.
Risso é famoso por ser o desenhista da série 100 Balas, da editora DC/Vertigo, além de álbuns produzidos para o mercado europeu e de edições
especiais de Batman e Wolverine, entre outros trabalhos.
O bate-papo será acompanhado pelo brasileiro Renato Guedes,
artista que já desenhou para o mercado americano séries do Superman, Wolverine
e Vingadores, entre outros.
A participação é gratuita, mas quem estiver interessado,
terá que garantir sua vaga (o número é limitado) pelo telefone (11) 3214 0553. A Quanta Academia de
Artes fica localizada à Rua José de Queirós Aranha, 246, Vila Mariana – São
Paulo/SP. O evento se iniciará às 19h da quarta-feira, dia 23 de maio de 2012.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Inscrições abertas para o 4º Salão Medplan de Humor
Atenção, pessoal do Desenho de Humor! O 4º Salão Medplan de Humor já abriu as inscrições!
Os interessados podem inscrever trabalhos nas categorias Charge e/ou Cartum, até o dia 15 de junho de 2012.
Para conferir os prêmios e o regulamento, visite o site oficial do evento.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Arte que cria a Vida: Diálogo com o Infinito
O texto a seguir foi escrito pela professora Gisela Pizzatto, discutindo o papel da Arte, e do estudo da Arte, na vida e na educação dos indivíduos.
Ele foi publicado no site ACI News - Hub de Cultura Digital, e sairá na revista "Escola Particular", uma publicação mensal do SIEEESP - Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo.
Arte que cria a Vida: Diálogo com o Infinito
Por Gisela Pizzatto
Pintura, desenho, fotografia, literatura, teatro. Qual a importância da Arte nas nossas vidas?
Só quem procura seguir uma carreira nesta área do conhecimento precisa estudar esse tipo de disciplina?
A resposta a esse tipo de perguntas é muito ampla e não pode ser
resumida em um simples “sim” ou “não”. Sim, a Arte é importante em nossa
vida, e não, não apenas quem deseja trabalhar nessa área precisa
estudá-la. Mas por quê?
A Arte é capaz de abrir portas para caminhos onde não existe o
impossível: trabalhar com a Arte nos torna melhores para improvisar,
transformar, ir além do superficial e do óbvio, fazendo uso de uma peça
que é diferencial no mundo competitivo de hoje: a criatividade.
Muito além da educação formal, arte é um produto íntimo da formação humana
Para as crianças, o relacionamento com o mundo artístico traz
melhoras de expressão, coordenação, concentração, observação e
sociabilidade. E quando pensamos em educação para a Arte, seria um erro
encará-la apenas com um ponto que agrega valor ao currículo ou um
diferencial para a carreira do estudante. Ela o é, sem sombras de
dúvida. Mas em uma sociedade como a de hoje, onde há muita cobrança
sobre a formação profissional das pessoas (passar nas melhores
faculdades, fazer cursos que coloquem você em uma posição melhor no
mercado de trabalho, concentrar-se em sua área de atuação), ela torna-se
algo mais. Ganha uma importância que vai além do currículo escolar, ela
é um produto íntimo da formação humana.
Olhar Estético e a compreensão dos fatos do contexto da história da humanidade
Só é possível perceber a sensibilidade do mundo que nos cerca quando
temos a Arte como parte significativa da nossa educação. Da mesma
maneira que a Filosofia, a Arte engloba o pensamento humano,
tornando-nos capazes de expressar o senso criativo, o olhar estético, e a
compreensão de fatos.
Assim como a História, a Arte não se resume a fatos, datas e nomes.
Ela está atrelada a toda história da humanidade, pois expressa um
pensamento de cada época. Por que Michelangelo pintava figuras com
tamanha precisão anatômica?
Por que seu trabalho é tão expressivo? Quais as diferenças estéticas e
conceituais do seu trabalho e do trabalho de Van Gogh? Por que há
pinturas que parecem desenhos infantis? Esses são apenas alguns exemplos
de questões levantadas pelo estudo artístico e que ajudam numa melhor
compreensão do nosso mundo passado e presente.
Estudar Arte também é compreender nosso universo, o mundo que nos
cerca, observar as coisas e as pessoas de modo diferente. É poder se
expressar de uma maneira íntima e exclusiva através de uma linguagem
própria. Estudar Arte é agregar valor não só ao nosso currículo, mas
também ao nosso crescimento como ser humano, é agregar conhecimento à
nossa vida, para que possamos ter novas experiências e encarar nosso
bairro, nossa cidade, nosso país, de uma nova perspectiva, e assim
sermos capazes de criar alternativas para tornar o mundo diferente.
Desenhar, pintar, fotografar, representar e escrever são ferramentas
para modificarmos nosso mundo e para entendermos a nós mesmos, mostrando
como enxergamos aquilo que nos cerca. Enfim, o papel da Arte é
protestar, expressar ideias e sentimentos, fazer a comunidade pensar ou,
simplesmente, deixar a nossa vida mais bonita.
Vejam o quadro de Tiago Oliveira, professor da Ânima Academia de Arte:
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Inscrições para o 7º AnimaSerra
Estão abertas as inscrições para o 7º AnimaSerra - Festival Nacional de Cinema de Animação, Quadrinhos e Games da região serrana do Rio de Janeiro. Esse é um festival gratuito e sem fins lucrativos, com palestras e workshops nas áreas de História em Quadrinhos e Animação com importantes profissionais da área.
Para a edição de 2012, o evento fechou uma parceria voluntária com a DC Entertainment. O festival divulgará a campanha solidária We Can Be Heroes estrelada pelos personagens fictícios dos quadrinhos da Liga da Justiça em apoio aos povos de países da África: Etiópia, Somália e Quênia.
O festival promove um concurso de histórias em quadrinhos e animação, dividido nas seguintes categorias: Curta de animação 2D, Curta de animação 3D, Curta de animação Stop-Motion, Curta de animação Técnica Mista, Tira de Quadrinhos e História em Quadrinhos.
O regulamento e as premiações podem ser lidos visitando o site do evento, ou clicando direto nesse link.
Fonte: site Universo HQ
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Entrevista com o prof. Israel Maia
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| O professor Israel com sua obra na parede da Ânima |
Mas mesmo que você já tenha gasto uns minutinhos apreciando essa obra de arte, talvez não saiba muita coisa sobre o artista que a pintou, o nosso professor de Arte Urbana, Israel Maia, ou sobre o fato de ela ter sido vista no mundo todo depois de ter sido postada na internet.
Então, na entrevista abaixo o Israel fala um pouco sobre o seu trabalho e sobre a repercussão que teve esse desenho em particular, e você pode ver mais de seus trabalhos clicando nas imagens para ampliá-las.
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| O desenho que deu origem ao graffiti |
Entrevista com Israel Maia
1 – Fale-nos um pouco sobre você: quem é, onde mora, sua
idade, e o que mais quiser a
seu respeito.
Olá. Meu nome é Israel Maia de Barros Vitor Junior, tenho 25
anos e moro em
Campinas-SP. Sou professor de arte, ilustrador e Artista
Urbano.
2 – Conte-nos um pouco sobre como se interessou pelo
graffiti e como veio a trabalhar nessa área.
A primeira vez em que eu me lembro de ter reparado em um
graffiti eu tinha por volta de 4 ou 5 anos, eu voltava do centro de Campinas de
ônibus com minha mãe, e no caminho nós passávamos em frente a escola Orozimbo
Maia na Av. Andrade Neves. No muro da escola havia um imenso polvo laranja graffitado
com tentáculos todos retorcidos. Aquilo sempre me chamava a atenção, então
sempre que eu passava por ali eu procurava ver o polvo laranja e ficava
imaginando quem o pintou ali e por quê. Lembro-me que quando colaram cartazes
naquele muro eu fiquei muito triste. Mas naquela época eu ainda nem sabia o que
era graffiti, só fui descobrir essa forma de arte por volta no final dos anos 1990
quando houve um “boom”do graffiti em Campinas, de repente as ruas de meu bairro
estavam abarrotadas de letras coloridas e desenhos. Na mesma época saiu pela
editora Escala uma revista chamada Documento
Graffiti, editada por graffiteiros, entre eles Binho Ribeiro, da marca 3º Mundo.
Quando uma amiga que era envolvida com o movimento hip hop me apresentou a
revista, eu fiquei extasiado, achei incrível o que aquelas pessoas faziam e um
mundo novo de possibilidades artísticas se abriu diante de mim. Na época, era
pouca gente que tinha acesso à internet e aquela revista foi minha principal
formação, e após pesquisar um pouco resolvi que também queria fazer aquilo, pois
a idéia de expor minha arte para quem passasse na rua, livre da aprovação de
críticos de arte, me agradava muito. Então com 14 anos, junto com alguns amigos,
fiz meu primeiro graffiti.
3 – Você freqüentou cursos de arte? Comente sobre a sua
formação artística.
Sim, eu fiz curso de Mangá e uma faculdade de Artes Visuais.
Sabe, mesmo tendo iniciado minha produção artística antes de minha formação, eu
não estava totalmente satisfeito com meu desenho e com alguns aspectos de minha técnica,
não me sentia completo. O mangá me deu habilidades com o traço e com a
proporção e a faculdade me trouxe uma bagagem cultural, me ajudou no raciocínio
artístico e abriu meu entendimento para outras modalidades e movimentos
artísticos.
4 – Fale-nos um pouco sobre seu estilo e sobre suas
influências.
Meu estilo é algo como Neo psy pop-art (acabei de inventar).
Meu trabalho recebe muita influência da cultura pop, música, mangá e desenhos
animados, sou um cara muito ligado no universo infantil e gosto de brincar com
essa temática.
5 – Descreva para nós o processo do seu trabalho na criação
de um graffiti.
Sempre procuro pensar no suporte que irá receber minha arte.
Depois penso em uma temática para o trabalho, pesquiso algumas referências e
parto para fazer um desenho já pensando nas proporções no suporte definitivo
(geralmente um muro). Em seguida entram as cores: vejo quais cores de sprays
tenho disponíveis e então pinto meu desenho com uma paleta de cores aproximada.
Pinto em aquarela, nanquim ou computador. Depois parto para o suporte
definitivo.
6 – Fale sobre como foi a repercussão do seu graffiti na
parede da Ânima: onde e como ele apareceu, quais foram os convites da mídia, se
ele já lhe rendeu outros trabalhos, etc.
O graffiti na Ânima teve uma repercussão incrível! Quando
finalizei o trabalho postei uma foto dele em minha galeria no site DeviantArt (link), como sempre faço, e no dia
seguinte quando fui conferir a arte já havia alcançado 7 mil favoritos. Na
mesma semana, o repórter da revista britânica Rebel Imprint (link) entrou em contato comigo para uma entrevista e eu já
havia recebido propostas para outros trabalhos de ilustração. Foi uma experiência
incrível! Espero poder repetir novamente.
7 – Como você explicaria a diferença entre o graffiti e a
pichação? Ainda existe preconceito por causa da comparação entre os dois?
Este é um assunto bem polêmico.
É um pouco confusa essa separação entre graffiti e pichação,
pois ela só existe no Brasil! Sim, pois aqui entendemos por pichação as letras
de traços únicos e rebuscados, geralmente inteligíveis, feitas com tinta spray
ou látex e rolinho; e o graffiti como letras rebuscadas, na maioria das vezes
também inteligíveis, mas mais trabalhadas, preenchidas com cores diversas e
alguns desenhos acompanhando.
Percebe que esteticamente falando os dois são bem parecidos?
O que acontece que é que os dois surgiram juntos e possuíam
motivações similares. Deixe-me explicar em detalhes:
O graffiti moderno surgiu na década de 70 nos guetos de Nova
York, como inscrições que marcavam territórios de gangues (algo um pouco mais próximo
da nossa pichação). Com o tempo, alguns membros começaram a competir entre si
para ver quem fazia as letras mais trabalhadas e em lugares mais inusitados, e
foi assim que foi surgindo o graffiti como conhecemos, pois apareceu uma
preocupação de aprimoramento estético e artístico em algo que era tido como
puro vandalismo.
Mas lá fora não existe o termo pichação, lá é tudo chamado
de graffiti, o que muda é a atitude, se é ilegal ou legalizado.
O tipo de letra que chamamos de pichação surgiu no estado de
São Paulo e se espalhou pelo país.
Quando ao preconceito, está bem menor, mas há ainda algumas
pessoas que te olham como um vagabundo desocupado, sem conhecimento ou cultura.
8 – Como é, no Brasil, o mercado para o tipo de arte que
você faz?
***
E aí, se interessou? Venha conhecer o Israel e o curso de Arte Urbana da Ânima Academia de Arte!
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