sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Arte Clássica está Morta

Não sei quem é que foi o engraçadinho que disse esta frase. Também não lembro onde ouvi. Meu cérebro deve ter bloqueado a informação inútil e ofensiva.
Ora, eu defender a Arte Clássica com unhas e dentes é algo compreensível. Previsível. Nos artistas clássicos tenho minha formação e paixão, admirando suas linhas aprendi a entender o belo, perceber a perspectiva, captar o sentimento e ver a Arte.
Mondrian, Miro, Warrol e Hiller. Dentre tantos outros artistas modernos nem me passa pela cabeça criticá-los. Afinal, quem sou eu? Não desgosto da arte moderna, apenas não considero seus conceitos tão interessantes quanto as belíssimas faces de Botticelli ou o Cangiante, a técnica da cor, de Michelangelo.
Nunces, delicadeza, graciosidade e força. É o que me vem à cabeça quando penso em arte clássica. Sem contar a genialidade dos grandes mestres do Renascimento. Da Vinci e Michelangelo não eram apenas excelentes desenhistas e pintores. O primeiro projetou incríveis invenções que o homem só poderia concretizar 400 anos depois. E o segundo, o que dizer? Michelangelo foi também escultor, arquiteto e poeta.
Michelangelo maravilha o mundo até hoje com sua Pietà, as esculturas do túmulo dos Médici e seu Davi. Projetou a cúpula da Capela de São Pedro e a maravilhosa escada da biblioteca Laurenziana. Seus inúmeros poemas descrevem, com peculiar sentimento, como é estar vivo dentro da Arte.
Da Vinci, enquanto isso, foi capaz de reurbanizar a Milão medieval, idealizando um plano de saneamento até então jamais pensado. Criou modelos para o estudo de anatomia, dissecando cadáveres, o que era proibido na Idade Média. Montou projetos para tanques de guerra e helicópteros, algo que a humanidade só foi capaz de desenvolver no século XX.
Como matar a arte de tais mestres e de tantos outros? Donatello, Caravaggio, Giotto, David, Rafael. Cada um tem sua contribuição para a História da Arte e para a própria humanidade. Sua arte e importância é crucial. O que a arte moderna tem de tão especial que possa tirar o clássico de nossas referencias artísticas?
Não querendo fazer pouco dos artistas contemporâneos, mas mostre-me um deles, um apenas, que tenha a genialidade de Leonardo da Vinci ou a pluralidade de Michelangelo Buonarroti. Aí então, só então, podem matar a arte clássica.

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