segunda-feira, 30 de abril de 2012

Arte que cria a Vida: Diálogo com o Infinito

O texto a seguir foi escrito pela professora Gisela Pizzatto, discutindo o papel da Arte, e do estudo da Arte, na vida e na educação dos indivíduos. 

Ele foi publicado no site ACI News - Hub de Cultura Digital, e sairá na revista "Escola Particular", uma publicação mensal do SIEEESP - Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo.

 Arte que cria a Vida: Diálogo com o Infinito
Por Gisela Pizzatto

Pintura, desenho, fotografia, literatura, teatro. Qual a importância da Arte nas nossas vidas?
Só quem procura seguir uma carreira nesta área do conhecimento precisa estudar esse tipo de disciplina?

A resposta a esse tipo de perguntas é muito ampla e não pode ser resumida em um simples “sim” ou “não”. Sim, a Arte é importante em nossa vida, e não, não apenas quem deseja trabalhar nessa área precisa estudá-la. Mas por quê?

A Arte é capaz de abrir portas para caminhos onde não existe o impossível: trabalhar com a Arte nos torna melhores para improvisar, transformar, ir além do superficial e do óbvio, fazendo uso de uma peça que é diferencial no mundo competitivo de hoje: a criatividade.

Muito além da educação formal, arte é um produto íntimo da formação humana
Para as crianças, o relacionamento com o mundo artístico traz melhoras de expressão, coordenação, concentração, observação e sociabilidade. E quando pensamos em educação para a Arte, seria um erro encará-la apenas com um ponto que agrega valor ao currículo ou um diferencial para a carreira do estudante. Ela o é, sem sombras de dúvida. Mas em uma sociedade como a de hoje, onde há muita cobrança sobre a formação profissional das pessoas (passar nas melhores faculdades, fazer cursos que coloquem você em uma posição melhor no mercado de trabalho, concentrar-se em sua área de atuação), ela torna-se algo mais. Ganha uma importância que vai além do currículo escolar, ela é um produto íntimo da formação humana.

Olhar Estético e a compreensão dos fatos do contexto da história da humanidade
Só é possível perceber a sensibilidade do mundo que nos cerca quando temos a Arte como parte significativa da nossa educação. Da mesma maneira que a Filosofia, a Arte engloba o pensamento humano, tornando-nos capazes de expressar o senso criativo, o olhar estético, e a compreensão de fatos.

Assim como a História, a Arte não se resume a fatos, datas e nomes. Ela está atrelada a toda história da humanidade, pois expressa um pensamento de cada época. Por que Michelangelo pintava figuras com tamanha precisão anatômica?

Por que seu trabalho é tão expressivo? Quais as diferenças estéticas e conceituais do seu trabalho e do trabalho de Van Gogh? Por que há pinturas que parecem desenhos infantis? Esses são apenas alguns exemplos de questões levantadas pelo estudo artístico e que ajudam numa melhor compreensão do nosso mundo passado e presente.
Estudar Arte também é compreender nosso universo, o mundo que nos cerca, observar as coisas e as pessoas de modo diferente. É poder se expressar de uma maneira íntima e exclusiva através de uma linguagem própria. Estudar Arte é agregar valor não só ao nosso currículo, mas também ao nosso crescimento como ser humano, é agregar conhecimento à nossa vida, para que possamos ter novas experiências e encarar nosso bairro, nossa cidade, nosso país, de uma nova perspectiva, e assim sermos capazes de criar alternativas para tornar o mundo diferente.

Desenhar, pintar, fotografar, representar e escrever são ferramentas para modificarmos nosso mundo e para entendermos a nós mesmos, mostrando como enxergamos aquilo que nos cerca. Enfim, o papel da Arte é protestar, expressar ideias e sentimentos, fazer a comunidade pensar ou, simplesmente, deixar a nossa vida mais bonita. 

Vejam o quadro de Tiago Oliveira, professor da Ânima Academia de Arte:

Um comentário:

Israel Junior disse...

Bom texto Gi.
As pessoa precisam entender que o ensino de arte é tão importante na formação do individuo quanto qualquer outra matéria de ensino.
Gosto muito do Leonardo da Vinci; pra ele não havia separação entre Arte, Ciência e religião, pois tudo fazia parte da construção do caráter humano.