quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Artur, o Artista em "Fim de Ano"


Mensagem de Fim de Ano


Queremos agradecer mais uma vez a todos vocês, alunos, pais, professores, amigos, parceiros, clientes e pessoas que sempre nos apoiam por mais esse ano juntos! 2013 foi um ano de mudanças, de ousadias, de sonhos realizados e de muita arte. Que venha 2014 com todas as surpresas e realizações. Contem conosco e esperamos continuar em contato com vocês!

Boas Festas e Feliz 2014!

Da Equipe Ânima

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Osamu Tezuka: O Criador do Mangá Moderno - Parte II

Continuação da postagem: http://blogdaanima.blogspot.com.br/2013/11/osamu-tezuka-o-criador-do-manga-moderno.html


Tezuka em 1958 (fonte: http://tezukainenglish.com/bm/about/tezuka-life/osamu-tezukas-life-story-1958---1964.shtml)

É possível dizer que o nascimento do manga moderno não poderia ter acontecido sem as dificuldades fora do comum enfrentadas pelos quadrinhos japoneses do pós-guerra. A guerra havia sido tão dura que os quadrinhos tinham praticamente desaparecido; eles precisavam ser modernizados e construídos do zero, assim como o próprio país. Os quadrinhos japoneses desse período ainda apresentavam uma narrativa estática, com os personagens mostrados de corpo inteiro, sem ângulos diferentes (como close, por exemplo) ou movimento. A chegada das revistas importadas e do cinema tendiam a mudar tudo isso.

"Buda" que Osamu publicou de 1972 a 1983 (fonte: http://www.paulgravett.com/index.php/articles/article/osamu_tezuka1)

O trabalho de Tezuka foi ponto chave para essa mudança. Em 1947 ele conseguiu publicar sua história Shin-Takarajima (“A Nova Ilha do Tesouro”), onde a cada quadro Tezuka alterava constantemente o ponto de vista do leitor, imitando os movimentos de uma câmera para gerar a sensação de ação incansável e impulsionar os personagens ao longo da história. Linhas de movimento, distorções de velocidade, efeitos sonoros, gotas de suor, todo o arsenal de símbolos dos quadrinhos servia para incrementar a experiência. Tezuka chegou a até mesmo posicionar seus quadros mais largos, semelhantes a telas de cinema, em colunas verticais dentro da página, para que parecessem seqüências cortadas de um rolo de filme.


Seja lidando com temas sérios e trágicos, Tezuka se manteve fiel à arte fofinha, quase fora de moda, e ao aspecto irreal e arredondado de boneco de borracha da animação clássica e dos quadrinhos que ele adorava na infância. Mesmo em alguns de seus trabalhos mais dramáticos, ele permeava deliberadamente a ficção com humor, exageros ou piadas internas. Essa pode ter sido a maneira de Tezuka de evitar tornar-se sério demais e transmitir seu entusiasmo criativo. Ou talvez essas interrupções fossem para dizer ao público que por mais realista que seja, um mangá continua sendo apenas uma invenção.

Tezuka e Maurício de Souza nos anos 70, uma amizade que atravessou continentes (fonte: http://pipocaenanquim.com.br/quadrinhos/mauricio-de-sousa-e-osamu-tezuka-juntos-fomos-ao-evento-de-lancamento/)


Ter uma história que merecesse ser contada era de imensa importância para Tezuka. Ele disse certa vez que uma história, assim como uma árvore, precisava de raízes fortes para ser envolvente. Se as raízes fossem fracas, nenhuma quantidade de detalhes bonitos seria suficiente para mantê-la de pé. Assim, Tezuka passa mensagens importante dentro de suas histórias, como as conseqüências da intolerância e a importância do amor. Ele provou que “os quadrinhos são uma linguagem internacional que pode cruzar fronteiras e gerações. Eles são uma ponte entre todas as culturas”.

TopoAdolf
Tezuka encantou tanto com fatos históricos quanto com fantasia (imagem: http://www.88milhas.com.br/adolf-o-manga-brilhante-de-osamu-tezuka)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Osamu Tezuka: O Criador do Mangá Moderno - Parte I

Olá, leitores! Esta semana falaremos um pouco sobre um dos grandes mestres do Mangá e sua importância para toda a cultura Pop que vem sendo produzida hoje no Japão. Com vocês, Osamu Tezuka!


“Uma explicação para a popularidade dos quadrinhos no Japão... é que o Japão tinha Osamu Tezuka, enquanto outras nações não tinham. Sem o sr. Tezuka, a explosão dos quadrinhos no Japão do pós-guerra teria sido inconcebível.” Esta síntese póstuma, publicada pelo respeitável jornal japonês Asahi, certamente não exagera a influência de Osamu Tezuka (1928-1989).

Tezuka em seu estúdio (fonte: animationmagazine.net).

Muita gente que gosta de mangá hoje não faz idéia da importância de Tezuka para o que o mangá é hoje e para que sua difusão tenha sido o que foi.

Sua carreira de mais de 40 anos é um símbolo da luta para elevar o mangá de entretenimento principalmente para crianças a narrativas de todos os tipos para leitores de todas as idades. Tezuka escreveu e desenhou um recorde de 150 mil páginas de quadrinhos, distribuídas entre 600 títulos de manga e 60 trabalhos de animação. Além de sua formidável energia, Tezuka era movido pela crença de que o mangá e o animê deveriam ser reconhecidos como parte integrante da cultura japonesa. Ele foi o principal agente de transformação da imagem do mangá, graças a abrangência de gêneros e temas que abordou, às nuances de suas caracterizações, aos seus planos ricos em movimento e, acima de tudo, à sua ênfase na necessidade de uma história envolvente, sem medo de confrontar as questões humanas mais básicas: identidade, perda, morte e injustiça.

Alguns dos personagens principais criados pelo mestre. Consegue identificar quantos?


Como Tezuka chegou a essa nova forma de fazer quadrinhos? Parte da resposta pode estar no fato de ele ter crescido num ambiente atípico, liberal e moderno. Desde cedo lia quadrinhos importados e japoneses, pois seus pais eram também fãs desta arte. Ia muito ao teatro e a chegada do cinema em sua vida foi um marco muito importante, pois foi a principal influência narrativa de Tezuka. Mais tarde ele revelaria que havia visto um filme por dia em sua vida adulta. O hábito começou na infância, onde após descobrir a magia da animação nos flip-books, o jovem Tezuka enchia cadernos inteiros com desenhos numa tentativa de criar a ilusão de movimento.

 
Astro Boy, talvez a criação mais famosa de Osamu Tezuka.

Com a Segunda Guerra Mundial os filmes americanos e europeus foram banidos do Japão e os cinemas só exibiam filmes com propaganda a favor dos japoneses. Mas com o fim da guerra a situação mudou: os produtores japoneses se esforçavam para voltar a produzir filmes comerciais enquanto o controle americano permitia que o Japão fosse inundado por uma onda gigantesca de filmes ocidentais que tornaram-se uma febre nacional, mesmo porque eram muito acessíveis à população, apresentando preços bastante baratos numa época em que a televisão ainda não existia.“Por que os filmes americanos são tão diferentes dos japoneses? Como eu posso desenhar quadrinhos que façam as pessoas rir, chorar e se emocionar como aquele filme?” Foram esses saltos de imaginação que permitiram a Tezuka transformar os quadrinhos japoneses. Continua... 

[cine-anarquia.blogspot.jpg]
Metropolis: adaptação do filme expressionista alemão homônimo - influência do cinema ocidental.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Ânima Entrevista o Ilustrador e Artista Visual Israel Maia!


Nesta semana, o BLOG da Ânima entrevistou Israel Maia, ilustrador e artista visual, e nosso professor de Arte Urbana, além de dono do www.tintanaveia.com.

1) Você acha que dá para definir o seu trabalho? Como você explicaria o que você faz para alguém que nunca viu um trabalho seu?

Israel Maia: Acho muito difícil definir meu trabalho. Volta e meia eu me pego tentando fazer isso, já me peguei dizendo que meu trabalho é pop, psicodélico, mas acabo desistindo, pois percebo que fazendo isso acabo limitando minhas possibilidades criativas, então prefiro deixar minha mente bem à vontade na hora de criar. Na hora de explicar para alguém o que eu faço, acabo dizendo que meu trabalho costuma ser bem colorido, cheio de linhas onduladas e às vezes meio maluco.


Graffitti de Israel

2) Dá para ver que o seu trabalho tem um pouco de tudo. Quais são as suas maiores influências?

I.M.: Minhas influências vão desde o psicodelismo dos anos 70, passando pela POP ART, e por POP ART eu incluo não só Andy Warhol e Lichtenstein, mas toda art pop como Histórias em Quadrinhos, Mangás e animes e desenhos animados clássicos, como os produzidos por Tex Avery. Gosto como as coisas parecem anárquicas e aleatórias, mas se você prestar bem atenção estranhamente tudo faz um certo sentido (papo de maluco, rsrsrs). Mas falando sério e sendo mais preciso, se fosse para citar artistas que influenciam muito meu trabalho, eu diria: James Dean, Tara Mcpherson, The Beatles, Bill Waterson e Kosuke Fujishima.


Aluna de Arte Urbana em ação!

3) Como você trabalha com a cor? Você tem uma paleta específica ou cada trabalho pede um tratamento diferente?

I.M.: Apesar de aparentemente eu usar uma grande variedade de cores, atualmente eu procuro manter uma paleta de combinações de cores bem especificas, que foram obtidas através de estudos e combinações. Se você observar bem, os meus trabalhos possuem muitos tons rosados, e tendo a fazer as sombras com roxo ou lilás, o vermelho também é bastante presente, mas procuro utilizá-lo mais como um elemento de contraste, assim como as cores amarelo e o azul, o verde em meu trabalho tende a ser o quente muito puxado para o amarelo-limão, mas é usado com muita discrição.


Aluna de Arte Urbana em ação!

4) Você dá aula de Arte Urbana aqui na Ânima. O que você aborda neste curso? O que os alunos podem esperar aprender?

I.M.: No curso de Arte Urbana, procuro abordar os diversos aspectos das artes plásticas contemporâneas com um enfoque maior nas artes urbanas, tais como o graffiti, stêncil, colagem e na linguagem que a cultura de rua influencia na ilustração e pintura. Ou seja, não foco apenas no suporte urbano, como muros, mas procuro abordar a estética das artes urbanas em outros meios.
Os alunos podem esperar aprender desde a pintura com tinta spray (uma das principais características do graffiti) e tipografia do graffiti, mas também irá aprender a base do desenho e a desenvolver um estilo próprio, produzindo peças de arte e ilustração com diferentes materiais.


Aluna de Arte Urbana em ação!

5) Você tem um trabalho publicado no exterior, conte-nos como isto aconteceu.

I.M.: Há algum tempo eu costumo postar meus trabalhos no site deviantart.com e depois de postar a fotografia e o projeto do graffiti que fiz na antiga sede da Ânima, que teve uma boa repercussão lá fora, acarretou em um convide da editora "3d total" que viu meu trabalho e a forma como eu utilizava a cor (fato que chamou muito a atenção deles).


Aluna de Arte Urbana em ação!

Obrigado pela entrevista, e ainda em tempo:

- Diga-nos, uma música?

"Lucy in the Sky With Diamonds", dos Beatles.

- Um autor?

Franz Kafka.

- Uma personalidade?

Leonardo Da Vinci

Israel em ação!

Gostou da entrevista? Que tal ligar na secretaria da Ânima e se informar melhor sobre o curso de Arte Urbana? (19) 3342-2992 ou pelo e-mail atendimento@anima.art.br.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Dédi, o Desenhista X Artur, o (Argh) tista


A Banalização da palavra "Arte" Parte I


O que é Arte para você? Qual o significado da Arte, para que ela serve? Existem inúmeros livros, blogs, críticos, programas de TV que tentam explicar estas perguntas. Se você é um apreciador da Arte provavelmente já viu alguma dessas explicações em algum momento de sua vida. Aqui na Ânima (que é uma Academia de Arte por excelência), nós vemos diariamente várias formas de se entender e produzir arte, desde a instintiva e lúdica até a conceitual e comercial.

No decorrer dos séculos e com a chegada da imprensa, muitos artistas foram enaltecidos enquanto outros foram vaiados, criticados, desconsiderados e alguns, pouco tempo depois, foram enaltecidos como gênios.




Este texto fala disso. Tal qual a crítica que desceu a lenha em rococós, impressionistas, cubistas e modernistas da semana de 22, espero estar enganado em algumas considerações sobre o que foi produzido nesta era moderna e erroneamente, a meu ver, foi taxado de arte. E muitas pessoas que sequer tinham alguma inspiração foram taxados de "artistas". Mas, de uma forma bem pessoal, existem "obras de arte" e "artistas" que não consigo engolir. O futuro dirá quem está com a razão.

Não, não falo de artistas que se inspiram nas cores vivas e desenhos infantis, que vivem bem e felizes fazendo aquilo que gostam e tem gente que gosta e consome. Falo por exemplo de artistas e movimentos artísticos que pouco acrescentaram à história da arte. Talvez em seu surgimento, Instalações e Performances, para citar apenas duas manifestações artísticas recentes, tenham tido sua real importância, como o lance de chocar, de fazer refletir. Mas hoje, chamar um fusca pendurado em um guindaste na Bienal de Artes ou um homem (nu) carregando uma mulher (nua, claro) em um carrinho de mão em frente a um museu de "Arte" chega a ser ofensa ao substantivo.




Artistas Performáticos e Instalações

Pois é, desde que a Terra era jovem os primeiros humanos faziam arte. Até mesmo armas e conchas podem ser considerados obras de arte, pois foram criados para suprir uma necessidade. Gosto da apresentação deste site abaixo com respeito ao significado da arte:

http://www.historiadaarte.com.br/Historia_da_Arte/Introducao_a_Arte.html

Uma rápida pesquisa e podemos encontrar informações valiosas sobre o início de manifestações artísticas mais modernas como Instalações e Performances. Ambas saídas diretamente da arquitetura e teatro, respectivamente, e se tornaram uma tremenda palhaçada graças ao envolvimento de apedeutas que se julgaram mais do que realmente eram. Abaixo imagens de duas instalações e duas performances. Comentem depois quais delas vocês mais gostaram. Pode ser aqui no Blog ou falando comigo, na Ânima.




Com a onda de passeatas ao redor do mundo, a Performance saiu dos palcos e foi parar nas ruas. Isso não quer dizer que verdadeiros artistas de rua estejam exercendo a sua profissão. Um vídeo que achei muito divertido e mostra como alguns artistas performáticos se superestimam é a interpretação do humorista Murilo Couto durante uma passeata em protesto ao atropelamento de um ciclista:

http://agoraetarde.band.uol.com.br/videos/murilo-em-acao/13180736/o-ativista-fora-comum.html

Sobre a Instalação, os humoristas do grupo Porta dos Fundos também souberam mostrar como alguns ratos de Bienal se comportam na atualidade. O vídeo abaixo foi indicação da Gisela Pizzatto:

http://www.youtube.com/watch?v=0Dt8ZFihbno

É engraçado, mas é a realidade. Na falta de um conceito real, os pseudo-artistas inventam teorias chulas para suas obras nada inspiradas. É ou não é uma banalização para uma palavra tão importante?


Os Quinze Minutos




Em 1968 Andy Warhol predisse que, no futuro, todas as pessoas seriam mundialmente famosas por 15 minutos. Em 2013, a busca por esses minutos é impressionante. Ouçam essa música no vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=erppLok5PnQ

A Música "Andy Warhol Was Right", da banda Warrant, escrita em 1992, atesta o fato de que algumas pessoas podem chegar ao limite extremo de tirar uma vida apenas para chamar atenção (a letra está no texto abaixo do vídeo, em inglês: "Se eu tirar a sua vida, não é nada pessoal - só um garoto e sua arma de brinquedo implorando por atenção", diz o refrão). Talvez alguém se lembre da HQ "Mate Seu Namorado", de Grant Morrison e Phillip Bond.

E na Arte não é diferente. Nessa era de redes sociais, supervalorização do ego, chocar mais do que produzir, é comum nos depararmos mais com fotos de artistas nas redes sociais do que da Arte em si. Pensei ser um estigma regional e descobri o pior - o país estava tomado por essa atitude. Fui mais a fundo e descobri a fatalidade - o mundo está dominado por pseudo-artistas egocêntricos!

Seja na música, nas artes plásticas, no teatro, no cinema, na arquitetura, para alguns pseudo-artistas tudo se resume ao excesso e ao ego. O talento já não importa, desde que o intitulado "artista" cause alguma reação no espectador.

Quem acompanha as tiras do personagem "Dédi, o Desenhista" nas Newsletters da Ânima (e em breve em um post especial nesse blog com todas as tiras publicadas até agora), percebeu que nos últimos meses o protagonista, um jovem desenhista que está iniciando no ramo da ilustração com todas as dúvidas e anseios pertinentes à profissão, vem sendo azucrinado por um artista de vanguarda. Quando criei o personagem "Artur, o (Argh)tista Performático", foi justamente uma forma de levar para um lado bem humorado essa questão da Arte como se encontra banalizada hoje. No início ele é apenas um artista disposto a dar cor ao mundo cinzento do desenhista Dédi. Com o passar das tiras, ele se torna chato, intrometido e, finalmente se transforma em um pincel. Essa parte da história eu fiz justamente pra criticar esse culto ao ego e à imagem do artista atual, que parece ser mais importante do que a obra em si.

Parece implicância?  Eu vejo gente que se diz "artista" só porque tatuou o corpo todo, pintou o cabelo de verde, colocou alargadores enormes, tatuou o globo ocular, porque querem dizer para o mundo: "sou diferente,sou um artista". Nada contra quem muda o visual, mas isso não faz um artista. Onde esperam chegar daqui a 10, 20 anos? Mostrando sua verdadeira arte, vivendo de uma forma honesta,ou postando fotos pessoais na net enquanto os coitados dos pais sustentam o dito "artista"?

Pensem nisso, artistas e aspirantes. Continuem produzindo, ilustrando, compondo, fotografando, atuando, construindo. Mas sempre preocupem-se mais com sua obra do que com a sua imagem. Auto análise é sempre essencial. Conteste, avalie, pratique. Sua obra ficará para as futuras gerações. Seu corpo e suas fotos no espelho, não.



                                                       Prof. Emerson Penerari, da Ânima.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Esse Google...


As coisas acontecem e me fazem pensar...
Ensinar realmente importa? Numa época em que o Google sabe tudo, fico pensando se o trabalho do professor é realmente algo que não dá pra viver sem.

Ser professor é algo que eu nunca quis para a minha vida e ainda assim é algo que não posso deixar de ser. Eu amo isso, eu estou viciada. E, ainda, muitas vezes isso me deixa brava, cansada e até mesmo triste.

Trabalho de aluna de mangá da Professora Gisela

Eu sei que vai soar um pouco como uma tia velha falando, mas eu sinto que isso é verdade: a internet arruinou tudo. Agora as pessoas querem tudo e querem rápido. As pessoas querem aprender rápido. E como você faz isso? Como você faz isso sem muita prática e amor e carinho? Eu não sei. E os alunos querem aprender rápido, para terminar rápido. Eles não têm a paciência que um bom trabalho de arte precisa. Oh, sim, eu já estive aí! E eu tenho vergonha de mim mesma, devo ter deixado meus professores loucos. Desculpe mestres...

Trabalho de aluno de mangá da Professora Gisela

Mas eu tento fazer esses pequenos gafanhotos entenderem. Às vezes não vale a pena. Eles simplesmente param, desistem e vão embora sem arrependimentos. Eu fico um pouco chateada, mas eu sei desde o começo quem vai ficar até o fim e quem não vai. Então, não tem grandes surpresas até aí certo? Mas o legal da coisa é quando um aluno tira seu fôlego com um negócio pra lá de formidável e você pensa "não pode ser que fui eu quem levou esse aluno para esse caminho!”. Mas foi.

Trabalho de aluna de mangá da Professora Gisela

A melhor parte de ser professor, especialmente professor de arte, é ver os trabalhos dos seus alunos e ter orgulho deles. Sentir orgulho por eles. Eu sempre digo que eu não posso viver sem meus alunos. E é verdade: no momento em que eu piso na sala de aula, todo o mundo exterior desaparece e eu estou feliz. E eu aprendo muito com eles. Novas ideias, um novo ponto de vista...

A parte triste é quando eles vão embora - e é claro que isso sempre acontece - faz parte do processo. É como se você tivesse um buraco no seu peito em algum lugar e você não pode descobrir onde ou por quê. Mas isso passa, e novos alunos virão. Mas os antigos, aqueles que você realmente tocou no fundo de seus corações, eles sempre estarão de volta para você, eles voltam com um monte de notícias, conquistas. E você vai se orgulhar novamente. E você também vai aprender com eles novamente.

Sketches de aluno de mangá da Professora Gisela

Quero saudar cada professor e cada aluno que está lendo estas linhas. Não importa o quanto o Google sabe, ele nunca vai ser capaz de ensinar como um professor, ele nunca será capaz de tocar a alma de alguém. Nunca vai poder se orgulhar.

A exposição anual da Ânima é um pouquinho desse orgulho também. É mais um jeito de mostrarmos os trabalhos dos nossos alunos, de dizermos pra todo mundo o quanto estamos orgulhosos deles.
E você que ainda não viu a exposição desse ano, não perca! Antes de sair pela cidade e região, ela vai ficar até 22 de novembro no Hotel Vitória Newport. Passa lá, confira o motivo do nosso contentamento. Ah, e preste bem atenção nos trabalhos, porque todos estão MUITO legais. Mas aqueles mais lindos, mais legais e mais "super supers" são, é claro, os trabalhos dos meus alunos!  ;)
(clique AQUI para ver algumas das obras da exposição!)

Professora Gisela Pizzatto.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

XII Exposição Ânima Academia de Arte – Terror - Abertura


Convite da Abertura da Exposição

No último fim de semana ocorreu a abertura da “XII Exposição Ânima Academia de Arte – Terror” – que contou com a presença dos nossos artistas, alunos e professores, que além de exporem seus trabalhos, também contaram com o carinho de seus fãs -  familiares, amigos e outros convidados.

Recepção e livro de presença

As fotos abaixo mostram um pouco da noite agradabilíssima que tivemos!


Familiares chegando ao local da Exposição

Vista de fora

Alunos socializando

Alunos Editon e Fred e seus convidados

Paulo e seu trabalho: "Entre o Terror e o Horror de Stephen King"

Bruno e seu "O Iluminado"

René e seu "Souichis Diary of Delights"

Maria José e seu "Voodoo"

Rafael e seu "Homem Pálido"

Rafael e sua obra: "Inferno Pessoal"

Aluna Leila e sua obra: "Aokigahara"

Gabriel e sua obra: "Nightmare"

Aluna Mariana e sua obra: "Seed Eater"

Edilton e seu trabalho: "O Porão"

Fred e seu trabalho: "Slender"

Obra "Nightmare", entre o aluno Gustavo e Professor Maurílio

Henrique e sua "Carrie"

Aluno Daniel e sua obra: "Caronte"

Aluno Pedro e seu trabalho: "Merthiolate"

Aluno Gabriel e seu trabalho: "A Ardente Glória da Vingança"

Aluna Stefanie e seu "El Dia de los Muertos"

Teca Prado e sua obra: "Deboche do Medo"

Aluna Sofia e seu trabalho: "Bullying"

Esther e sua obra: "Jigokushoujo"

Juliana e sua obra: "Batman - Chuva Rubra"

Aluna Leila e sua obra: "Ouija"

Aluno Andre e seu "Prometheus Moderno"

Aluno Rafael e sua obra "Tanuki"

Luis Felipe e sua obra: "A Prole"

Felipe e seu trabalho: "O Poço e o Pêndulo"

Laís e seu trabalho: "Para Esconder Nossos Medos Cada Qual com Seus"

Somente alguns dos trabalhos foram mostrados! Quem quiser apreciar todos está convidado a ir até o HOTEL. Visite a exposição! Ela ficará no Hotel Vitória Residence Newport (R. Santos Dumont, 291 – Cambuí)  até o dia 22 de novembro!


Convite aberto para a exposição

Confira a trilha sonora que tocou na exposição (clique em cada uma para ouvir):
Veja o vídeo da abertura clicando AQUI!