segunda-feira, 25 de março de 2013

Técnicas de Arte Fantástica - por Boris Vallejo

Abaixo um pouco da história do ilustrador Boris Vallejo, e como ele iniciou seus trabalhos artísticos.
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Boris Vallejo (1941 - ) é um peruano radicado nos EUA. Frequentemente trabalha com sua esposa, a modelo e ilustradora Julie Bell. Ele trabalha quase que exclusivamente com os gêneros fantasia e erotismo. Suas pinturas hiper-realistas já embelezaram dúzias de capas de livros de ficção científica e calendários. Muitas de suas pinturas englobam deuses da espada e feitiçaria, monstros e bárbaros e guerreiros musculosos envolvidos em batalhas. O Próprio Boris e sua esposa são usados como referências para algumas pinturas, visto ambos serem fisiculturistas.


Sobre seu início na Arte:

"Eu sempre tive facilidade para desenhar. Não consigo me lembrar de uma época em minha vida em que não estivesse desenhando ou pintando. Neste sentido, a arte sempre foi uma parte natural da minha existência. Quando decidi deixar a escola de Medicina e tive que escolher uma carreira, foi esta. Alguém me ofereceu um trabalho envolvendo trabalhos artísticos, e eu aceitei.

"Estive trabalhando profissionalmente por vários anos quando comecei a direcionar meus esforços para a Arte Fantástica (Fantasy Art). Eu tentei ilustrar livros infantis, de mistério, revistas masculinas e afins. Mas algo me cativou quando  tomei conhecimento da ilustração de fantasia. Estava envolvido em fisiculturismo por alguns anos e a arte fantástica me deu a chance de pintar homens musculosos e mulheres voluptuosas com a máxima nudez possível. Era o veículo perfeito para mim: sempre amei trabalhar com figuras humanas e animais. Isso me deu a oportunidade de fazer algo que gosto.


"Sobre a questão de como meu trabalho se relaciona ou reflete minha vida, eu respondo que isso não carrega um significado maior que este: eu amo corpos; eu quero pinta-los o mais belamente possível. Estou interessado no que posso fazer com uma figura, e quão bom posso fazê-lo, quão próximo da perfeição posso chegar. E, por 'perfeição', não quero dizer quão próximo da vida real ela é, mas, além disso, quão real para uma visualização mental pessoal. Eu me esforço não para apenas copiar a vida real,  mas em certo sentido, para ampliar isso. Alguém pode questionar a forma ou propoção de uma figura ou a fluidez de seus movimentos em uma pintura. Mas outro pode também, como um artista, curtir completamente uma figura em seus próprios termos, mesmo se imperfeita para os padrões contemporâneos.

"Alguns artistas autodidatas discutem o valor do estudo formal. Por um lado eu concordo que a experiência de pintar por si próprio é o professor mais efetivo. É possível aprender por disciplinar a si mesmo, cometendo seus próprios erros, e fazendo suas pinturas como se estivesse em um deserto, como um eremita. Por outro lado, nada pode substituir a sensação de fazer parte de uma comunidade de aprendizado com seus parceiros. Nada substitui a constante exposição ao trabalho de outros - tanto os melhores (dando a você um alvo para suas práticas) quanto os que não são bons (dando a você a sensação de que está em uma hierarquia, o quão longe você já foi e quanto precisa prosseguir).


"Bons professores podem apontar o caminho mais diretamente e partilhar suas experiências contigo. O que funciona para alguns, não necessariamente dá certo com outros.  O que eu ensino em livros e palestras funcionaram para mim. Tenho uma forte impressão de que as regras não são invioláveis. As regras existentes nada mais são do que ajudas para atingir fins pessoais. Com a experiência vêm as chances de enxergar novos caminhos, implementar novos significados e descobrir o que funciona melhor para você.

"Eu frequentei a escola de arte. Me tornei mais apto para estabelecer métodos e regras. Estudei e copiei as pinturas dos Velhos Mestres. Baseado nesse campo de trabalho inicial, o que me proveu uma enorme instrução foi observar pinturas originais de outros ilustradores. É de muita ajuda ver as pinceladas, o jeito que as cores são aplicadas, algo que a impressão gráfica da mesma obra não mostra.
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"Vez ou outra as pessoas comentam sobre os meus originais: 'Oh, isso parece muito bom; parece até uma impressão'. Isso sempre me diverte porque sinto que, com raras excessões, o trabalho original contém muito mais que qualquer impressão. A sutileza da cor é praticamente perdida na impressão. Nuances e contrastes se perdem."

(Boris Vallejo: Fantasy Art Techniques - Simon & Schuster Inc. - 1985 - Tradução: Emerson Penerari
Site da galeria do autor: http://vallejo.ural.net/

segunda-feira, 18 de março de 2013

Como lidar com críticas negativas - por Jane-Beata


 "Para escapar das críticas - não faça nada, não diga nada, não seja nada" - Elbert Hubbard (escritor e filósofo norte-americano)
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Todos querem ser elogiados pelo seu trabalho. É extremamente raro indivíduos que criam coisas e não se importam como suas criações serão recebidas. Lidar com as críticas pode ser doloroso, mas ao mesmo tempo de grande ajuda.

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Vamos iniciar entendendo a função e propósito das respostas positivas e negativas. Reações Positivas (que apontam coisas que você fez BEM) aumenta o comprometimento com seu trabalho, por melhorar sua experiência e confiança, enquanto Reações Negativas (que apontam coisas que você fez ERRADAS), por outro lado, são informativas - te dizem onde você precisa aplicar esforço, e oferecem uma luz em como você pode melhorar.

Dito isso, respostas positivas e negativas são afetiva e motivacionalmente diferentes, seu impacto varia de acordo com as pessoas e quando são ditas. Por exemplo, quando você não sabe realmente o que está fazendo, uma resposta positiva te ajuda a continuar otimista e sentir-se mais à vontade com os desafios que está enfrentando - algo que os novatos precisam. Mas quando você é um especialista, e já sabe mais ou menos o que está fazendo, é a reação negativa que pode ajudá-lo a fazer o que é preciso para chegar ao seu melhor.

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É claro, o 'feedback' negativo deve vir sempre acompanhado de um bom conselho e dado com tato. Artistas iniciantes podem até mesmo desistir de sua arte inteiramente baseados em críticas muito duras. Mas a crítica não foi feita para fazer alguém desistir de seu trabalho.

Na realidade, muitas pessoas não entendem a diferença entre a crítica de uma obra de arte e crítica de uma pessoa, e isso atinge as pessoas de ambos os lados da questão, artistas se ofendendo com a crítica legítima de algo que eles criaram, críticos que abusam e passam a criticar o artista e não a arte.

Como absorver as reações, então?


OUÇA
Esteja atento e ouça atentamente, isto mostra que você valoriza a reação e garante que você compreende o feedback fornecido.

RECEBA
É uma reação natural rejeitar o feedback negativo e começar a preparar uma desculpa. Não faça iso. Se está planejando uma excusa, você não está realmente atento e ouvindo cuidadosamente.

EXPRESSE GRATIDÃO
Fornecer uma resposta leva esforços e carrega um nível de risco. Agradeça a todos que tomaram tempo para lhe fornecer feedback.

AJA
Ignorando o feedback você perde tempo - o seu tempo e daqueles que reagiram ao seu trabalho. Tome medidas apropriadas de acordo com as respostas, o mais rápido possível.



"Eu li um artigo sobre mim uma vez que descreveu meu método mecânico de copiar e pitar usando 'silk-screen':"Que solução ousada e audaciosa, quais profundezas do homem são reveladas nesta solução!" O que significa isso?" - Andy Warhol (empresário, pintor e cineasta norte-americano)

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Postagem Original: http://jane-beata.deviantart.com/journal/PE-Negative-Feedback-Deal-with-it-359775547  Jane-beata é uma artista profissional Eslovena. Tradução por Emerson Penerari. Imagens retiradas na internet mediante pesquisa no Google sobre o tema 'Criticizing Art'.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Entrevista exclusiva com o artista mexicano Elsevilla!




 
Entrevistamos um dos grandes nomes do site DeviantART, o artista Elsevilla (Hector Sevilla Lujan). Confira!

A- Muito obrigada por achar um tempinho pra responder nossas perguntas! Vamos começar?
E – Sim, sim, vou dar o meu melhor pra responder tudo.
A- Conte um pouco sobre você: de onde é, onde vive?
E – Sou filho de excelentes pais, um gamer, sou original de Chihuahua, México. Pois é, a cidade tem nome de cachorro, mas a verdade é que a raça foi nomeada em homenagem à minha cidade.
A – Sobre o seu trabalho, o que você estudou? Você frequentou alguma escola de Arte?
E – Eu sou formado em Design Gráfico, mas sempre fui interessado por arte, lembro que quando me graduei pensava que o mundo seria meu, então fiz uma conta no deviantART e meu ego bateu lá no chão, quero dizer, a garotada de 16 anos estava fazendo uns trabalhos impressionantes, então eu resolvi começar do zero mais uma vez e li uma tonelada de livros, estudei mais. Então acho que posso dizer que de certo modo sou autodidata, mas também tive muita ajuda e conselhos de amigos.

 
A- Fale um pouco do seu trabalho.
E - Ummmmm, basicamente eu desenho e sou pago pra isso, nada muito complexo ou extravagante, é difícil de explicar, trabalho como qualquer pessoa, às vezes ganho muito, às vezes nada. É bem difícil pra falar a verdade, eu não tenho plano de saúde nem  salário fixo...
A – Arte digital é seu ponto forte, quase uma assinatura. Você sempre trabalhou com digital ou começou com técnicas tradicionais?
E - Hahahahhaha, eu sempre trabalhei com lapis, mas comecei a perceber como a colorização digital estava crescendo e eu sempre gostei de finalizar minhas próprias artes, não que alguém fizesse a cor pra mim, cometer meus próprios erros, porque são os erros que tornam nosso trabalho único.  Então comecei a aprender a colorir digitalmente, e muitas pessoas odiavam meus trabalhos daquele começo e me diziam para voltar para o lápis...