quinta-feira, 31 de outubro de 2013

XII Exposição Ânima Academia de Arte – Terror - Abertura


Convite da Abertura da Exposição

No último fim de semana ocorreu a abertura da “XII Exposição Ânima Academia de Arte – Terror” – que contou com a presença dos nossos artistas, alunos e professores, que além de exporem seus trabalhos, também contaram com o carinho de seus fãs -  familiares, amigos e outros convidados.

Recepção e livro de presença

As fotos abaixo mostram um pouco da noite agradabilíssima que tivemos!


Familiares chegando ao local da Exposição

Vista de fora

Alunos socializando

Alunos Editon e Fred e seus convidados

Paulo e seu trabalho: "Entre o Terror e o Horror de Stephen King"

Bruno e seu "O Iluminado"

René e seu "Souichis Diary of Delights"

Maria José e seu "Voodoo"

Rafael e seu "Homem Pálido"

Rafael e sua obra: "Inferno Pessoal"

Aluna Leila e sua obra: "Aokigahara"

Gabriel e sua obra: "Nightmare"

Aluna Mariana e sua obra: "Seed Eater"

Edilton e seu trabalho: "O Porão"

Fred e seu trabalho: "Slender"

Obra "Nightmare", entre o aluno Gustavo e Professor Maurílio

Henrique e sua "Carrie"

Aluno Daniel e sua obra: "Caronte"

Aluno Pedro e seu trabalho: "Merthiolate"

Aluno Gabriel e seu trabalho: "A Ardente Glória da Vingança"

Aluna Stefanie e seu "El Dia de los Muertos"

Teca Prado e sua obra: "Deboche do Medo"

Aluna Sofia e seu trabalho: "Bullying"

Esther e sua obra: "Jigokushoujo"

Juliana e sua obra: "Batman - Chuva Rubra"

Aluna Leila e sua obra: "Ouija"

Aluno Andre e seu "Prometheus Moderno"

Aluno Rafael e sua obra "Tanuki"

Luis Felipe e sua obra: "A Prole"

Felipe e seu trabalho: "O Poço e o Pêndulo"

Laís e seu trabalho: "Para Esconder Nossos Medos Cada Qual com Seus"

Somente alguns dos trabalhos foram mostrados! Quem quiser apreciar todos está convidado a ir até o HOTEL. Visite a exposição! Ela ficará no Hotel Vitória Residence Newport (R. Santos Dumont, 291 – Cambuí)  até o dia 22 de novembro!


Convite aberto para a exposição

Confira a trilha sonora que tocou na exposição (clique em cada uma para ouvir):
Veja o vídeo da abertura clicando AQUI!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A Importância da Arte em Nossas Vidas


Qual a importância da Arte nas nossas vidas? Só quem procura seguir uma carreira nesta área do conhecimento precisa estudar esse tipo de disciplina? Acho que as respostas a essas perguntas são muito amplas e não podem ser resumidas em um simples “sim” ou “não”. Sim, a Arte é importante em nossa vida, e não, não apenas para quem deseja trabalhar nessa área precisa estudá-la. Mas por quê?

Imagem ilustrativa

A Arte é capaz de abrir portas para caminhos onde não existe o impossível: trabalhar com a Arte nos torna melhores para improvisar, transformar, ir além do superficial e do óbvio, fazendo uso de um diferencial no mundo competitivo de hoje: a criatividade.

Imagem ilustrativa

Para as crianças, por exemplo, a relação com o mundo artístico traz melhoras de expressão, coordenação, concentração, observação e sociabilidade. E quando pensamos em aprendermos sobre Arte, seria um erro encará-la apenas como algo que agrega valor ao currículo ou um diferencial para a carreira do estudante. Em um mundo como o de hoje, onde há muita cobrança sobre a formação profissional das pessoas (passar nas melhores faculdades, fazer cursos que coloquem você em uma posição melhor no mercado de trabalho, concentrar-se em sua área de atuação), ela torna-se algo mais. Ganha uma importância que vai além do currículo escolar. Só é possível perceber sensibilidade no mundo que nos cerca quando temos a Arte como parte significativa na nossa formação.

Imagem ilustrativa


Assim como a História, a Arte não se resume a fatos, datas e nomes. Ela está atrelada a toda a história da humanidade, pois reflete cada época. “Por que Michelangelo pintava figuras com tamanho afinco anatômico?” “Por que seu trabalho é tão expressivo?” “Quais as diferenças estéticas e conceituais do seu trabalho e do trabalho de Da Vinci?” “Por que há pinturas que parecem desenhos infantis?” Exemplos de questões levantadas pelo estudo de Arte e que ajudam numa melhor compreensão do nosso mundo passado e presente, relacionando as etapas da História da Arte à história da humanidade.

Juízo Final (obra de Michelangelo) - concluído em 1541
Estudar Arte também é compreender nosso universo, o mundo que nos cerca, observar as coisas e as pessoas de modo diferente. É poder se expressar de uma maneira íntima e exclusiva, através de uma linguagem própria. Estudar Arte é agregar valor não só ao nosso currículo, mas também ao nosso crescimento como ser humano, é agregar conhecimento à nossa vida, para que possamos ter novas experiências e encarar nosso bairro, nossa cidade, nosso país, de uma nova perspectiva, e assim sermos capazes de criar alternativas para tornar o mundo diferente.

Imagem ilustrativa

Por fim, num país como o nosso, carente de alta cultura, gente como nós aqui na Ânima nos vemos empenhados na tarefa árdua de resgatá-la.
Só de tê-lo aqui como leitor, fez de você um colaborador nessa tarefa.
Obrigado e volte sempre!

Professor Marcelo Ferreira.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fantasy Art!


  Por Emerson L. Penerari,  da Ânima
Hail galera! Merso na área! Para a minha postagem atual no Blog comecei a escrever um texto bem pessoal sobre as minhas considerações com respeito ao conceito atual de arte e a valorização/exposição do ego em forma de Instalações e Performances, mas como pretendo fazer algumas tirinhas do Artur, o (Argh)tista com esse tema, dei um tempo no assunto e resolvi falar de um estilo de arte que sempre me cativou: a Arte de Fantasia, ou Fantasy Art (Não confundir com "Arte Fantástica" ou Fantastic Art, que engloba mestres mais antigos, como Bosch e Bruegel).

"Entre no Castelo, salve a Princesa, Mate o Monstro"! Arte de Clyde Caldwell

Meu contato com a Fantasy Art veio ainda cedo, com as capas de LPs que citei na minha postagem anterior (não leu? Tá aqui, ó: http://blogdaanima.blogspot.com.br/2013/09/desenho-e-musica-artes-interligadas.html ) e, em 1984, com a primeira edição da revista "A Espada Selvagem de Conan" pela Editora Abril, ilustrada pelo mestre Earl Norem (calma que ao final da matéria postarei alguns nomes e links para vocês pesquisarem). Eu era apenas um moleque, mas a cena de um bárbaro no meio de uma batalha contra vários guerreiros, um céu escarlate de fundo, uma serpente ameaçadora me fascinou! Nessa época eu nem sabia que existia esse gênero de arte.

Reprodução da capa de A Espada Selvagem de Conan n° 1, arte de Earl Norem
Vários discos, revistas e RPGs depois, já havia decidido me tornar ilustrador e praticava reproduzindo Arte de Fantasia, tanto com temáticas que remetem ao medievalismo como à ficção científica. Em 1994, entrei na saudosa gibiteria Legends & Lore  e me deparei com um livro chamado "Masterpieces of Fantasy Art", da Editora Taschen. A capa do Frank Frazetta e uma compilação de diversos artistas como Boris Vallejo, Frank Kelly Freas, Richard Corben, etc. fizeram com que eu o adquirisse na mesma hora. Me deleitei com os artistas que eu conhecia, delirei com artistas ainda inéditos para mim, e foi um aprendizado e tanto sobre técnicas, estilos e temáticas.

Reprodução da capa de Masterpieces of Fantasy Art, Ed. Taschen, 1991.
Claro que estamos falando de 1994, eu nem tinha computador em casa, muito menos internet, e essas imagens eram praticamente impossíveis de se conseguir exceto em livros caros importados. Hoje em dia temos tudo ao alcance de um clique, sem contar a ajuda dos softwares gráficos para os ilustradores atuais. A garotada da geração Photoshop pode achar datado uma aerografia do Roger Dean ou do Sorayama, mas se não fosse a ousadia de explorar o nosso imaginário desses visionários, a arte contemporânea com certeza teria muito menos graça.

Portanto, você que acha que reproduz um tom de pele no seu software, que acha que sabe desenhar dragões por que viu um tutorial no site Deviant Art, que debocha dos grandes gadgets da arte cyberpunk ou da nerdice dos livros conceituais dos filmes da série "O Senhor dos Anéis", e, pior ainda, não sabe quem foi Frank Frazetta, então é melhor dar uma garimpada na bibliografia no final desta postagem.

Falando em Frazetta, ele merece um post inteiro em sua homenagem. Há alguns meses fiz um texto sobre outro grande ilustrador, Boris Vallejo aqui no Blog da ÂNIMA
( http://blogdaanima.blogspot.com.br/2013/03/tecnicas-de-arte-fantastica-por-boris.html ) então podem esperar a longo prazo alguma coisa do mestre Frank, que popularizou o estilo da Fantasia nos anos 50 em quadrinhos de suspense e terror.
Saiba mais sobre ele no ótimo texto de Alexandre Callari no site Pipoca e Nanquim: http://pipocaenanquim.com.br/quadrinhos/frank-frazetta-o-maior-ilustrador-da-historia/

Bom, é isso aí! Abaixo seguem alguns links de sites de grandes artistas, bem como o link da minha página no Deviant Art, que prova a minha paixão pela Arte de Fantasia. Quem quiser mais informações, ou mesmo discordar da matéria, pode comentar aqui ou falar diretamente comigo na Ânima, vai ser um papo bem prazeroso acompanhado de um café e, claro, de uma ilustração do Frank Frazetta em nosso hall social.

Ilustração "Land of Terror"de Frank Frazetta 

Emerson Leandro Penerari
http://penerari.deviantart.com/

Frank Frazetta (O Pai): http://frankfrazetta.net/
Boris Vallejo e sua esposa Julie Bell (Os Filhos): http://www.imaginistix.com/
Bernie Wrightson (Amém): http://www.wrightsonart.com/
Olivia: http://www.comicvine.com/olivia-de-berardinis/4040-57988/
Rowena Morrill: http://www.rowenaart.com/


Conan:
Earl Norem: http://www.earlnorem.com/
Joe Jusko
Bob Larkin

Fantasy Artists nos Quadrinhos:
Moebius: http://www.moebius.fr/
Simon Bisley: http://simonbisleygallery.com/
Heavy Metal Magazine: http://www.heavymetal.com/

Roger Dean (Capas dos discos do Yes): http://www.rogerdean.com/
Ken Kelly (capas de discos do Kiss e Manowar): http://www.kenkellyfantasyart.com/page/page/6626981.htm
Outros nomes de ilustradores de capas de álbuns:
Andreas Marshall
Ed Repka
H. R. Giger

Jeff Easley (Introduziu a arte no RPG): http://www.greggmrowka.com/gallery_web/jeffeasley/
Outros nomes de ilustradores de RPG:
Gerald Brom
Fred Fields
Clyde Caldwell

No Brasil:
Benicio: http://www.benicioilustrador.com.br/
Mozart Couto: http://mozartcoutoimagens.blogspot.com.br/

Procure por "Fantasy Art Illustrations" neste site que é um banco de imagens: http://www.imagenetion.com/







terça-feira, 15 de outubro de 2013

Workshop de História da Arte com a Professora Gisela Pizzatto


Venha aprender e relembrar a História da Arte aqui na Ânima! O curso será dividido em 5 aulas, às terças-feiras, das 19:00 às 20:30. Vagas LIMITADAS!!! Garanta já a sua!


Programa:

22/10 - Pré-História e Antiguidade / Arte Bizantina e Idade Média
05/11 - Renascimento
19/11 - Barroco, Romantismo, Classicismo
03/12 - Impressionismo e Vanguardas do Século XX
10/12 - Cubismo e Surrealismo; Arte Brasileira; Pop Art

Professor: Feliz Dia!!


"Se parássemos pra pensar
o quanto vale um professor
nós daríamos bem mais valor
a essa profissão de ensinar.

Pois independente de seu salário
nos ensina com muita dedicação
ajudando toda nossa população
com esse seu trabalho diário.

E não haveria nenhum doutor
se no início de sua carreira
não tivesse tido uma carteira
e principalmente um professor.

A esse grande profissional
demonstro a minha gratidão
reconhecendo que sua profissão
é importante e fundamental.

Enfim, somos todos gratos
por tudo que fizeste por nós
e agora, em uma só voz,
diremos: Professor... muito obrigado."

A Ânima Academia de Arte deseja a todos aqueles que ensinam, de alguma forma, um Feliz dia do Professor. Que o respeito a este profissional tenha seu espaço!


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dédi, o Desenhista X Artur, o Artista


E agora? Será que o Coletivo dos Coloridos é capaz de sobrepujar Dédi e a Liga dos Artistas da Tinta Preta? Você decide, leitor! Dê sua opinião aqui nos comentários ou no Facebook até o dia 15 de Novembro! A equipe mais votada passará a representar as próximas tirinhas até o Carnaval!


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Concurso: Faça a Capa Da Próxima Revista Ilustrar!




A Revista Ilustrar promove concurso aberto que visa o estímulo da ilustração, onde poderão participar ilustradores, profissionais, iniciantes, estudantes ou amadores, de qualquer idade, utilizando qualquer técnica, tradicional ou digital, e residentes no Brasil, sem limite da quantidade de trabalhos por participante.
Saiba mais clicando AQUI. Na página 60 está o regulamento completo do concurso.
Boa sorte!



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Tekkonkinkreet


Esta semana a professora Gisela Pizzatto dá uma dica de anime pra quem curte trabalhos bem feitos e cheios de cor: Tekkonkinkreet. O mesmo estúdio de animação que criou Animatrix apresenta este visualmente incrível anime baseado no popular mangá de Taiyo Matsumoto, Preto e Branco.


Título esquisito
Não sei o que é mais esquisito nesse título: tentar ler essa palavra ou tentar entender o que significa. Muito bem, tente agora: "Tekkin Konkurito". Muito mais fácil, né? Bom o título significa “concreto reforçado por aço” e a variação do título remete à pronuncia errada de uma criança.
A história conta a vida de dois irmãos adolescentes Kuro e Shiro (do japonês, “preto” e “branco”) na Cidade do Tesouro, onde a vida pode ser doce ou brutal. Os dois personagens principais são meninos de rua, abandonados pela sociedade, órfãos e que dão o melhor de si para não serem engolidos pela solidão ou pelas dificuldades. Mas a história não é nem de longe triste ou maçante, Tekkonkinkreet é emocionante, tenso e tem muita luta!


Mangá e Anime
A melhor parte de um bom mangá é quando fazem um bom anime com ele. Fato. E foi bem isso que aconteceu com este mangá de Taiyō Matsumoto, lançado entre 1993 e 1994 pela editora Shogakukan na revista Big Comic Spirits. O mangá chegou a sair aqui no Brasil, com edição “de luxo” (capa mais durinha, folha de papel grossa decente, custando os olhos da cara) pela Conrad, em três volumes. Agora é uma raridade achar esses volumes, quem comprou, comprou... O filme, que foi lançado em dezembro de
2006, cobre mais o segundo volume do mangá.
A história acontece na fictícia Cidade do Tesouro, um bairro decadente tanto econômica quanto socialmente de uma metrópole, onde Kuro e Shiro “dominam” o pedaço e são conhecidos como “os gatos”. A história abrange acontecimentos do submundo, que acontecem em qualquer cidade grande e que passam desapercebidos pelos olhares da maioria das pessoas, que não quer nem de longe se envolver nesse mundo. Kuro e Shiro mostram por que são os donos do pedaço – são rápidos e ágeis como gatos e sabem lutar pra valer-, mesmo sendo apenas dois adolescentes: Kuro tem 13 anos e Shiro apenas 11.
A coisa fica feia mesmo quando a Yakuza (a máfia japonesa) tenta tomar conta da Cidade do Tesouro. É a hora dos garotos provarem a si mesmos porque devem ficar juntos e também é o momento de Kuro entender mais sobre si mesmo. Não, os nomes dos garotos não foram escolhidos de maneira casual, eles têm a ver com o Yin e o Yang e sobre o nosso lado negro. Mas eu não vou estragar a história, então, vá assistir.


Yin e Yang
No Taoísmo (tradição filosófica e religiosa chinesa), o Yin e Yang são o princípio da dualidade, como o bem e o mal, o quente e o frio, e assim por diante. Isso quer dizer que segundo esta filosofia o universo seria composto por duas forças complementares e do equilíbrio dinâmico que surge entre elas.
Assim, o Yang é o princípio ativo, diurno, luminoso e quente – ele é o Shiro (“branco”) da nossa história. Já o Yin é o princípio passivo, noturno, escuro, frio – o Kuro (“preto”) de Tekkonkinkreet. Pra quem gosta de simbologia, estes dois princípios também são representados na cultura oriental pelo dragão (Yin) e o tigre (Yang) representando os opostos e acho que todo mundo já viu aquele círculo dividido em partes iguais, uma preta e uma branca, em forma de gotas retorcidas, com uma bolinha da cor oposta dentro de cada parte, né? Pois então, esse é o diagrama Taiji, e ele representa bem nossos personagem, pois mostra a integração entre os dois lados, o escuro e o claro: o lado escuro possui um ponto claro e o claro possui um ponto escuro. Ou seja, não existe só bem e mal, preto e branco: todas as coisas estão em equilíbrio pois possuem dentro de si um pouco daquilo que as complementa.
E é aí que o anime fica interessante, pois quando Kuro atinge um ponto extremo de sua personalidade, o que se manifesta dentro dele é uma centelha de vida vinda de Shiro, e isso faz com que ele volte a se centrar e não tender totalmente para (literalmente) “o lado negro da Força”. E assim o equilíbrio é restaurado.
Shiro também tem seus momentos sombrios, mas o maior foco da história recai sobre Kuro e sobre o que acontece quando os irmãos são separados.


Realidade na tela
A produção do anime, mais especificamente o diretor Mike Arias, fez questão de que a Cidade do Tesouro parecesse real. Os cenários foram todos (todos mesmo!) pintados à mão por um time de ilustradores incansáveis, que chegaram a fazer cerca de duzentos desenhos para passagens de apenas 2 minutos, todos baseados na cidade onde o diretor morava, nos seus cantos e bares preferidos. Ele fotografou tudo o que gostaria de ver representado no cenário do anime e levou as fotos para a equipe, que transformou a visão do diretor em realidade.
A partir dos desenhos, o time de 3D entrou em ação e fez um tipo de animação pioneira, mesclando o trabalho de ilustração tradicional com a animação digital. Então se a história não te agradar muito (duvido!), a arte e o cuidado da produção dos cenários com certeza vai.



Produção e Prêmios
Michael Arias não é nem de longe japonês, mas fala como um e dirigiu este anime como um. Cansado da vida de técnico em efeitos especiais que levava nos Estados Unidos, o americano embalou suas coisas e foi fazer o que sempre quis: trabalhar e morar no Japão. Depois de 15 anos morando na terra dos seus sonhos, Mike teve a oportunidade de dirigir Tekkonkinreet e seu perfeccionismo e idealismo o levaram a criar uma obra prima.
O mangá acabou ganhando o prêmio Eisner Award (maior prêmio de quadrinhos dos Estados Unidos) em 2008 como melhor edição americana de mangá e a animação Tekkonkinkreet, produzida pelo Studio 4ºC, ganhou em 2006 o prêmio de Melhor Filme do Mainichi Film Awards (concurso anual promovido por Mainichi Shibun, um dos maiores jornais japoneses). Além do prêmio, a animação foi indicada, também em 2006, como “top film” pela revista Artforum (nada mais nada menos que a revista do MoMA de Nova Iorque – pra quem não sabe, o MoMA é um dos maiores e mais conceituados museus de arte moderna do mundo) e em 2008 ganhou mais três prêmios: melhor história original e melhor direção de arte na Ferira Internacional de Animação de Tóquio e o prêmio de animação do ano da Japan Academy.

Michael Arias

Ficha Técnica
Nome: Tekkonkinkreet
Lançamento: Dezembro de 2006
Direção: Michael Arias (produziu Animatrix)
Animação: Studio 4ºC (Steamboy, Animatrix, Detroit Metal City)

*Texto originalmente publicado na revista NeoTokyo*