quinta-feira, 20 de março de 2014

Conhecendo Materiais: Lápis de Cor

Após conhecer um pouco do lápis Grafite (confira a postagem), vamos conhecer um pouco mais sobre os lápis para colorir. Para alguns desavisados eles podem parecer apenas materiais para trabalhos infantis (assim como a tinta Guache é erroneamente classificada também), mas estes lápis sempre foram considerados pelos artistas e ilustradores como importantes ferramentas, sendo usados isoladamente ou em técnicas mistas com outros materiais.

Colored pencils wallpaper
Fonte: http://www.superbwallpapers.com/photography/colored-pencils-9474/
História

No passado, lápis de cor fabricados muitas vezes não conseguiram chegar aos padrões de  outros materiais de desenho e pintura. Alguns fabricantes utilizavam pigmentos de outros materiais em certas áreas de sombra dos trabalhos, em particular, os vermelhos, sacrificando permanência do brilho na obra em curto prazo. Isso pode ter ajudado artistas cujo trabalho foi criado para reproduções específicas do momento, mas não fez favores para aqueles que desejavam criar obras mais permanentes e de arte únicas.

Fonte: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-546187311-estojo
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Lápis Coloridos são geralmente disponíveis em um formato padrão (polychromos) e, como lápis solúveis em água (aquareláveis). O modelo padrão é solúvel em solvente de tinta, já que esta se dissolve à cera no bastão do pigmento. Isto pode ser utilizado para efeitos específicos, mas é muito mais segura para utilizar nos lápis aquareláveis.

Os lápis coloridos são produzidos da mesma forma que o lápis grafite, mas as minas não são queimadas no forno para que os pigmentos não sejam destruídos. Seu pigmento é comprimido com talco ou giz e uma goma de celulose como hidroxipropilmetilcelulose. São então imersos em cera fundida par ganharem a capacidade de impressão em papel.

Técnicas

Usando Solvente: O uso correto de água ou terebintina (solvente muito usado nas tintas a base de óleo) pode preencher áreas em branco do papel com um efeito de aquarela, mantendo os tons de sombras.

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/QxSpYxmV1MY/TV2dVkhVFvI/ AAAAAAAAAx0/DE5hg0BjSF0/s1600/background%2B2.jpg
Mistura Ótica de Cores: O uso mais marcante e comum dos lápis coloridos é a sua sutileza em misturar as cores. Combinando diretamente no papel, sombreando de forma diagonal, usando várias técnicas de hachuras, usando as minas muito bem apontadas, pode se controlar as transições de cores e sombras.

Fonte: http://p1cdn5static.sharpschool.com/UserFiles/Servers/ Server_754536/Image/Jessica%20Docs/Dahlstedt_Fatima_web.jpg
Escolhendo o Suporte: Os lápis são sensíveis às superfícies usadas, e seus efeitos ficam diferentes em papéis prensados à frio e em papéis mais suaves. Se você está iniciando, prefira papéis brancos e lisos para manipulações mais sutis.

Fonte: http://th05.deviantart.net/fs71/PRE/f/2013/
317/3/9/eye___colored_pencils_by_f_a_d_i_l-d6u344k.jpg
Na próxima postagem sobre materiais falaremos mais das diferenças dos lápis aquareláveis e da linha Polychromos, com algumas dicas de utilização para ambos. Continue acompanhando o Blog da Ânima!

Prof. Emerson Penerari (com o auxílio dos livros Manual do Artista, de Ray Smith, e Fundamentos do Desenho Artístico, de Gabriel Martín Roig).

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