quinta-feira, 24 de julho de 2014

Capela Sistina – Parte 01

Aproveitando o clima da palestra dessa semana com a Prof.ª Gisela, hoje vamos falar um pouco sobre a Capela Sistina.


A História da Capela

 A Capela Sistina é onde atualmente se realiza o conclave papal e assim foi nomeada em honra ao papa Sisto IV, que ergueu a capela em homenagem à Virgem da Assunção e tem arquitetura inspirada no Templo de Salomão, em Jerusalém, como está descrito no Antigo Testamento.


As cenas de nudez do teto da capela foram cobertas por ordem do papa Paulo IV devido a sua polêmica (nudez – o profano – em um ugar sagrado). Entre 1980 e 1999 foi feita a restauração da pintura do teto e os afrescos foram restaurados à sua cor e forma original. Por este motivo a capela ficou fechada à visitação entre 1979 e 1994. A Sistina recebe cerca de 5 milhões de visitantes durante o ano.

A capela tem 20,7 metros de altura e suas medidas internas são 40,5 X 13,2m. É no teto da Capela Sistina que está uma das obras mais famosas de Michelangelo.

O teto de Michelangelo

Inicialmente o teto da Sistina era todo pintado de azul com estrelas douradas como única decoração. O teto tem mais de 500 metros quadrados.

O plano inicial de Michelangelo era pintar os doze apóstolos, nas laterais do teto, e o centro seria recoberto com imagens puramente decorativas. Júlio II concordou com a ideia. Michelangelo, porém, iria mudar o plano completamente.

Era algo comum nas capelas e igrejas o teto ser pintado com imagens dos apóstolos ou dos evangelistas. Michelangelo convocou então ajudantes de Florença e começou a trabalhar nos esboços. Mas após o início dos desenhos ele se trancou sozinho na Sistina e não deixou mais ninguém entrar. Neste momento ele começou a trabalhar no projeto que vemos hoje no teto da capela.


Michelangelo seguiu a ordem narrativa que já estava presente na Sistina: os afrescos das paredes contam as histórias do altar para a porta. Porém ele começou a pintar na ordem inversa: da porta para o altar. Por isso gradualmente podemos notar a diferença que se operou nas imagens.

O Esquema Pictórico do Teto

Pintado entre 1508 e 1512, o teto da Sistina conta com uma “arquitetura dentro da arquitetura” e o projeto que parece não seguir nenhuma lógica teológica conhecida. São várias pinturas em uma só.

A abóbada é dividida em áreas onde as figuras de Michelangelo foram dispostas.
  • Áreas triangulares: família de Cristo
  • Espaços entre as áreas triangulares: Sibilas e profetas.
  • Lunettes: ancestrais de Cristo
  • Retângulos centrais: Genesis
  • Triângulos nos cantos: cenas da salvação de Israel.
A área central está dividida em oito retângulos, de tamanho variável, 4 grandes cenas e 4 menores, que são ladeadas pelos ignudi. 


Os ignudi teriam sido inspirados nas imagens que ele queria para o túmulo de Júlio II (gli schiavi). No total são 20 figuras masculinas de tamanhos que variam de 1,50 a 1,80m. Eles sustentam cordas que seguram medalhões de bronze e também seguram guirlandas de carvalho. Os medalhões mostram histórias do livro dos Reis, dos Macabeus e do Velho Testamento, complementando a narrativa das histórias principais.

Os medalhões representam:
  • Abraão sacrifica Isaac
  • A destruição da Estatua de Baal
  • Adoradores de Baal sendo sacrificados
  • A Morte de Urias
  • Condenação do Rei Davi por adultério e assassinato
  • Captura de Absalom
  • Joabe tenta assassinar Abner
  • Jorão é morto por uma carruagem
  • Elias ascende aos céus
  • Em um dos medalhões a pintura foi danificada.
Cenas da parte Central
A partir da entrada temos as seguintes cenas do Genesis:
  • Embriaguez de Noé
  • Dilúvio
  • Sacrifício de Nóe
  • Pecado Original e Expulsão do Paraíso
  • Criação de Eva
  • Criação de Adão
  • Separação da Terra e das Águas
  • Criação do Sol e da Lua
  • Separação da Luz e das Trevas


Esse post será divido em duas partes. Então, aguardem a continuação, onde falaremos sobre as Sibilas e os Profetas.

Prof.ª Gisela Pizzatto





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