terça-feira, 30 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Vida de Artista: Aprendizado constante

A vida do artista é um constante aprendizado. Desde os estudos mais básicos, como técnicas de traço, anatomia e construção, até os mais complexos, com técnicas de finalização. Por isso o estudo é tão importante na nossa área.

Planejamento/estudo e projeto da prof.ª Gisela Pizzatto
O trabalho artístico em si depende da inspiração e da execução e uma não existe sem a outra. Sem inspiração a obra é oca, sem sentido, mecânica. Sem a execução a inspiração é aniquilada e até mal interpretada. A inspiração vem de todo lugar: do ambiente que nos cerca, um filme, uma música, até mesmo uma imagem. Já a execução tem a ver com a prática.

Se a sua prática é pouca, a execução será pobre e portanto sua inspiração terá pouca expressão no trabalho. Quanto maior suas habilidades, melhor a representação da inspiração e melhor será seu trabalho. 


Prof.ª Gisela Pizzatto produzindo.
Mas como melhorar suas habilidades? Bom, a resposta mais certa para esta pergunta é "de várias maneiras".

A maneira mais simples e primária, por onde podemos começar, é melhorar sua observação, não só de desenhos e trabalhos de outros artistas, mas de tudo que te cerca: cores, formatos, movimentos. Para treinar a observação, uma ótima técnica é a da "cópia". Use trabalhos de artistas que você gosta, tente reproduzir o que vê da melhor maneira que conseguir. Isso fará com que você evolua na maneira como enxerga as coisas e também vai ajudar a desenvolver técnicas similares a do artista que você está estudando. Observar e estudar o trabalho de outros artistas também ajuda a inspiração a fluir melhor e a criar um estilo próprio.


Prof.ª Gisela estudando e trabalhando com estampas para kimonos.
A verdade é que o estudo para o artista deve ser contínuo e só existe um caminho para a evolução: desenhar e desenhar - e desenhar mais. O importante é ter em mente esta continuidade da melhora. O seu trabalho sempre terá espaço para melhora, mas tenha na cabeça que não é preciso se cobrar demais sem necessidade. Basta estudar e a evolução virá no tempo certo. 

Bom, vamos lá, continuar a praticar! Até a próxima! 

Prof.ª Gisela Pizzatto 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Grandes Artistas: Bernie Wrightson

Olá, amantes da arte! Hoje falarei de um dos artistas que mais me inspiraram na adolescência: Bernard Albert "Berni(e)" Wrightson! Embora pouco conhecido fora do circuito de quadrinhos e ilustrações de horror no Brasil, espero que desperte a curiosidade de muitos aqui para conhecerem seu trabalho.


Fonte: http://www.centipedepress.com/authors/wrightson.jpg

Berni nasceu em Baltimore, Maryland em 1948 e, influenciado por Frank Frazetta e Graham Ingels, iniciou um curso de desenho por correspondência na Famous Artist School. Ele também citou Jon Gnagy e seu programa de arte na TV.

A partir de 1968 passou a produzir quadrinhos e ilustrações profissionalmente, dentro do estilo suspense, mistério e horror. Sua primeira HQ saiu na cultuada revista House of Mistery.


Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-NwrHXnU7REw/T5oDP1_zgKI/AAAAAAAAFr4/6P5TFD2fQXc/s1600/house.of.mystery-193-c.jpg

Para a revista House of Secrets, em 1971, criou, ao lado do roteirista Len Wein, o aclamado personagem Monstro do Pântano (Swamp Thing), na época uma história um tanto voltada para o horror pessoal com toques de ficção científica, já que narra a história de um cientista que se torna uma criatura monstruosa composta por matéria vegetal depois que seu laboratório no pântano sofre um atentado e explode, misturando produtos químicos, plantas e o corpo de Alec Holland. Futuramente o conceito foi ficando mais denso nas mãos do roteirista Alan Moore (Ainda não falei muito dele aqui no Blog, né? Aguardem...)


Fonte: http://img3.wikia.nocookie.net/__cb20130410164055/marvel_dc/images/8/8d/House_of_Secrets_v.1_92.jpg


Fonte: http://static.comicvine.com/uploads/original/7/74477/2534340-4074403927_32e6b3a81f.jpg


Fonte: http://38.media.tumblr.com/74d4dfb44f2b8b717e8d9cc6a02a1271/tumblr_miedfl74Sy1rb3qjjo1_1280.jpg

Wrightson também criou Destiny (Destino), que mais tarde figuraria como um dos irmãos de Sonho, da série Sandman, de Neil Gaiman. Após sair da DC, fez alguns trabalhos para a Editora Warren e fundou The Studio, um espaço em Manhattan para trabalhar freelancer fora do controle das grandes empresas de quadrinhos. O legal é que, junto com ele, estavam também outros grandes mestres de traços bem peculiares como Barry Windsor-Smith, Michael Kaluta e Jeff Jones. Foi nessa época que Berni entrou em seu mais ambicioso projeto: nada menos que 50 ilustrações em bico-de-pena e nanquim para a adaptação ilustrada de Frankenstein, de Mary Shelley. O trabalho levou sete anos para ser concluído, mas não foi em vão, como vocês podem comprovar nas imagens abaixo:


The Studio (da esquerda para a direita): Kaluta, Jones, Wrightson, Smith.
Fonte: http://muddycolors.blogspot.com.br/2011/04/idyl-im-age.html








Fonte: http://www.berniewrightson.com/index.php/galleries?showall=&start=5

Nos anos 80 ele engatou uma longa parceria com o roteirista Jim Starlin (responsável pelas melhores sagas cósmicas de heróis da Marvel) e criou/desenvolveu diversas histórias. Foi nessa época (1989) que conheci o trabalho de Berni Wrightson. Primeiro com a minissérie Batman: O Messias (The Cult), uma história de suspense onde Jim Starlin se supera narrando uma Gotham City cujo submundo é aos pucos controlado por um diácono fanático religioso que mata criminosos, prostitutas e recruta mendigos e infratores arrependidos para seu séquito, chegando a aprisionar o Homem-Morcego e praticar uma lavagem cerebral para que ele se junte à seita. Uma história em 4 edições imperdível lançada duas vezes no Brasil. A segunda vez que vi seu trabalho foi na Graphic Marvel (série de edições especiais de luxo em histórias fechadas da editora) Hulk & Coisa (Hulk & The Thing), também escrita por Starlin, mas com um teor bem humorístico e irreverente, que conta como esses dois pesos-pesados foram convocados por um alienígena para salvar seu planeta que era controlado por um tirano que fez alterações corporais com as características dos dois terráqueos, que ele assistia via satélite em seu planeta. Hilariante, com diálogos inesquecíveis e a pincelada sempre dinâmica do mestre Wrightson. Merecia uma reedição!


Fonte: http://static.squarespace.com/static/4f3f1f04cb12733b5754171e/505fb2dbe4b0f15d3a10890b/505fb2dcc4aa069d5fff4f9c/1379953128962/batman-the-cult-01-01.jpeg


Fonte: http://www.digitalbeat.pt/wp-content/uploads/2012/09/batman-Cult.jpg


Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-oMLmnJl24hs/TlVHjgh9bZI/AAAAAAAAKys/fKDpG_ElB7U/s1600/Incredible-Hulk-Thing-1.jpg


Fonte: http://www.dialbforblog.com/archives/146/thing_hulk_p.gif

Bernie Wrightson ainda fez capas para a Marvel, a minissérie Batman: Aliens e, em 2012, ilustrou mais uma história do Monstro de Frankenstein ao lado do escritor Steve Niles, mostrando que ainda tem muita disposição para fazer boa arte. Abaixo, o link para um vídeo do mestre em 2008 desenhando em uma convenção.

https://www.youtube.com/watch?v=Act7VVx-jWc

Para mais informações, acesse: http://www.berniewrightson.com/
http://pipocaenanquim.com.br/grandes-ilustradores/bernie-wrightson-umgrande-ilustradores/

E fiquem de olho! Nesse ano a editora Mythos prometeu lançar finalmente no brasil a versão de Frankenstein! Detalhes em:  http://www.universohq.com/noticias/mythos-editora-lancara-frankenstein-com-ilustracoes-de-bernie-wrightson/

Professor Emerson Penerari



terça-feira, 16 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O que a arte ensina a quem ensina arte

Dias 14 e 15 de agosto, o Museu de Artes Visuais da Unicamp promoveu um seminário chamado “O que a arte ensina a quem ensina arte”. A Ânima esteve lá para conferir e utilizamos o que aprendemos como base e motivação para escrever este texto. Esperamos que você goste!

Fonte: http://www.mav.unicamp.br/arteensina/index.html
Uma das coisas mais importantes que foi falado durante todo o seminário foi sobre a função do professor.

O papel do professor na vida do aluno é muito mais importante do que qualquer pode imaginar. A gente aqui na Ânima entende isso e sabe que ensinar é uma coisa que deve ser feita não só com a cabeça, mas também com o coração.

Segundo a palestrante Stela Barburi, o professor é aquele que cultiva vida, mas também é aquele que tem influência suficiente para murchá-la. Por isso, o papel do docente é fundamental para incentivar o aluno, não importando o objetivo que ele queira atingir.  

Lembra aquele professor super legal que você tinha no colégio? Lembra como ele fazia uma matéria chata ficar legal só por causa do jeito que ele dava aula? Então, é mais ou menos isso. O professor que gosta do que faz, que gosta de ensinar e que tem paixão pela sua matéria, leva os alunos com ele.
No caso do professor de arte, Stela tem uma opinião bem parecida com a nossa e é um aspecto que não tem sido muito levado em consideração quando se trata do ensino formal de Arte (faculdade, escola): é preciso se reconhecer e se firmar como artista para poder se virar para o outro (aluno). E sobre isso ainda vamos falar mais um pouquinho lá embaixo no texto.

O bom professor cultiva a dúvida e o questionamento, porque é a partir deles que se dará o processo de aprendizado. É papel de o educador descobrir o desejo que move o aluno.

Quando se trata do ensino de arte, essa tarefa poderá ser bem fácil, ou bem difícil. Tem gente que já chega com idéias, conceitos, enfim, uma estrutura bastante clara do que gosta e do que não gosta. Esses alunos são mais fáceis de encaminhar e direcionar. Outros chegam absolutamente perdidos e o professor precisará caminhar junto com o aluno para poder encontrar aquilo que ele busca e só então fazer o melhor direcionamento.

Além disso, o bom professor é aquele que é capaz de criar um vínculo de amizade com o aluno. Esse vínculo facilita o aprendizado e faz com que a aula flua de forma mais criativa e humorada, além de libertar o estudante de seus medos e inseguranças.

Aqui na Ânima buscamos levar esse conceito à risca: salas com poucos alunos promovem a interatividade, a sala de convívio é um elemento agregador e a cozinha deixa todo mundo mais à vontade.

Não é que sejam propositais todas essas escolhas. As salas menores são mais produtivas, assim o professor é capaz de dar mais atenção aos alunos. A sala de convívio e a cozinha sempre animados são apenas um reflexo daquilo que gostamos e acabam ajudando na interatividade.

É típico do aluno, principalmente o de arte, criar o que a Prof.ª Ana Angélica Albano chama de “gaiola imaginária”, que são barreiras impostas pelo próprio aluno para sua produção e aprendizado. Esta opinião é endossada por outro palestrante, Paulo Von Poser, quando ele diz que é difícil fazer alguém acreditar que pode desenhar, e que é papel do professor mostrar que o qualquer um é capaz e que a habilidade e potencial já existem dentro do aluno.

Paulo termina sua palestra dizendo que o verdadeiro professor não ensina só técnica, mas ensina também postura frente à vida, e completa: “Você é um bom professor, porque é um bom artista”. Nem sempre isso é uma verdade. Há muitos professores excelentes que não são destaques em sua matéria de estudo. Mas no caso específico das Artes, a excelência do professor enquanto artista faz parte do “encantamento” do aluno, que leva a uma admiração, que leva a um sentimento de superação sem gerar competitividade (“quero ser tão bom quanto meu professor”, “quero ser melhor do que ele”, etc).

Uma questão que sempre discutimos aqui na Ânima e que foi muito comentada no seminário é: Quando e quanto o professor deve interferir no trabalho do aluno?

Nós entendemos que o papel do professor não é apenas indicar um caminho para o aluno, mas sim questionar e discutir esse caminho com ele. É dar voz ao aluno e torna-lo protagonista. Mas, nós professores, não podemos também sempre apontar a direção. Às vezes é preciso que o aluno descubra o caminho, o que pode e deve acontecer a partir do erro, da dúvida, da repetição...

E no fim das contas, “O que a arte ensina a quem ensina arte”?
Ensina a ser um artista melhor, a reconhecer a pluralidade, a ser flexível e paciente; ensina que a inspiração para inspirar está em toda parte.

E isso que queríamos compartilhar com você! Esperamos que tenha gostado e que tenha sentido a importância que o ensino e o professor têm aqui na Ânima, e que é o move nossa escola!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dicas para se tornar um Artista confiante!

Navegando por alguns blogs e tumblrs de referências e estudos anatômicos, encontrei um pequeno guia criado pela artista SOLAR-CiTRUS (Colleen Butters) com 5 dicas sobre "Como se tornar um artista confiante", que achei interessante compartilhar com vocês, leitores.

Muitos alunos se sentem inseguros quando recebem propostas de trabalhos ou até mesmo quando estão realizando algum desenho/projeto pessoal. Outros, antes mesmo de mostrar um trabalho/esboço/estudo, já dizem coisas como: "Vou mostrar, mas tá horrível!", "Tá feio, eu sei...", etc... Por isso, resolvi traduzir essas dicas que podem ser de grande ajuda:






Confira o texto original em:
solar-citrus.tumblr.com/post/92187238395/ive-received-a-lot-of-letters-from-artists-asking

Para mais informações sobre a Artista, acesse:
solar-citrus.deviantart.com/ ou solar-citrus.tumblr.com/

Espero que tenham gostado e que se esforcem para aplicar algumas dessas dicas! Nós acreditamos em vocês! \o/

Fábio Vieira,
Coordenador.