quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Professores Artistas

Além de lecionar aqui na escola, nossos professores, é claro, são artistas! Muitos trabalham como ilustradores, quadrinistas, fotógrafos e/ou tem sua própria produção. Então, nesse post resolvi reunir todas as redes sociais e links possíveis de cada um dos nossos professores para que você, leitor, possa encontrar, conhecer e acompanhar o trabalho de cada um deles! Vamos lá?!
Prof.ª Adriana Justi - Design de Jóias

Prof. Bruno Bül - História em Quadrinhos

Prof. Emerson - Desenho Artístico

Prof.ª Gabriela - Arte para Crianças

Prof.ª Gisela - Mangá

Prof. Israel - Arte Urbana

Prof.ª Laís - Arte Digital

Prof.ª Layla - Mangá

Prof. Leonardo - Fotografia

Prof. Marcelo - História em Quadrinhos

Prof.ª Marta - Caligrafia

Prof. Maurílio - Mangá

Prof. Tiago - Desenho Artístico

Agora ficou fácil encontrá-los e conhecer um pouco mais sobre o trabalho do seu professor, né? Não se esqueça de seguir a Ânima também e ficar por dentro do que acontece aqui na escola, além de novidades e artistas do momento: 


Até a próxima!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Artur, o "Dzáiner" em: Fontes da Moda

Artur se disfarçou de "Dzáiner" para fugir da ira de Caravaggio e os artistas das trevas. O que será que ele anda aprontando?

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A arte da Caligrafia

Hoje em dia quase mais ninguém escreve à mão, como nossos avós e bisavós faziam, usando caneta e papel. O mundo agora é virtual, ganha mais quem digita rápido onde quer que seja: no tablet, no teclado, no telefone... É o mundo moderno tecnológico.

E mesmo assim existe uma arte que continua muito viva nesse novo mundo cheio de teclas e sem papel: a Arte da Caligrafia.

Trabalho da Prof.ª Marta
Não, não estou falando da caligrafia que a gente aprende na escola, da letra bonitinha, o oposto da letra de médico. Estou falando de Caligrafia Artística, a escrita como forma de arte. Sim, ela existe! E este post vai levar você pra conhecer um pouco mais desta arte.

A Caligrafia vem da palavra grega κάλλος kallos, "beleza", e γραφή grafe, que significa "escrita". Antigamente a caligrafia era mais uma forma de expressão cotidiana do que arte expressiva, era usada em registros financeiros, políticos, lápides e na transcrição de textos leigos e religiosos. Com o passar do tempo a caligrafia foi substituída pelas fontes de máquina e depois pelo computador, até se tornar no que é hoje: um forma de arte.


O alfabeto latino apareceu em cerca de 600 aC, em Roma, e desenvolveu em três principais tipos de letra: Capitais Imperiais, que eram tipos esculpidos em pedra, Capitais Rústicos, pintados em paredes, e a Cursiva Romana, para o uso diário cotidiano. Com o passar do tempo, a escrita foi parar nos mosteiros onde eram feitas cópias da Bíblia e de outros textos religiosos; foram os mosteiros os maiores responsáveis pela preservação das tradições caligráficas durante os séculos IV e V , quando o Império Romano caiu e Europa entrou na Idade Média. Durante a Idade Média, foi desenvolvido uma cópia do Novo Testamento na Irlanda, um manuscrito belissimamente decorado, um marco e uma referência para os calígrafos: o chamado Livro de Kells. Para saber mais sobre este manuscrito, clique aqui.

Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b1/KellsFol032vChristEnthroned.jpg
Durante a Idade Média toda a prática da Caligrafia ficou basicamente restrita à classe religiosa, ocorrendo uma mudança mais drástica com a chegada do Iluminismo e com a popularização das escolas e universidades. Hoje em dia é um universo familiar trabalha ou estuda Arte: desde designers e publicitários até artistas plásticos.

Trabalho da Prof.ª Marta
Atualmente a caligrafia é executada com penas de metal (finas ou quadradas)ou de bambu (normalmente quadradas) ou com pincéis chatos, tudo depende do tipo de letra que você quer usar. Ah, sim, também este é o charme da Caligrafia Artística: as fontes são muitas e por isso muitas são também as possibilidades de combinar texto e visual daquilo que se quer expressar.


Algumas fontes mais conhecidas são a Cursiva Inglesa, a Ronde Francesa e a Gótica Alemã. Cada uma com particularidades e encantos próprios e característicos.

Hoje a Caligrafia é inclusive fonte de renda para muitos calígrafos na forma de convites de casamento e eventos, design de fontes e tipografia, design originais logotipo escrito à mão, arte sacra, anúncios, design gráfico e arte caligráfica comissionados, corte inscrições em pedra e documentos memoriais.
Trabalho da Prof.ª Gisela.
Dentro da Arte, o calígrafo pode expressar uma ideia, um sentimento através não só do texto, mas do tipo de letra que decide usar e das suas decorações anexas.

Quer aprender esta arte antiga e tão precisa? A Ânima oferece o curso de Caligrafia Artística aos sábados pela manhã, então não perca tempo e se aprofunde!

Prof.ª Gisela Pizzatto

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Quadrinhos: Hobby Para Gente Grande?

E aí, pessoal, tudo jóia? É, "jóia" com acento, porque eu sou das antigas, hehehe.

Vou falar um pouco de experiências pessoais e o que tenho notado nos últimos anos com respeito à leitura, quadrinhos e comércio cultural.


Está vendo alguma criança nessa convenção? 
Fonte: http://www.meteleco.com/wp-content/uploads/2011/10/DSCF4064-Small.jpg

Dando uma pesquisada em blogs e matérias de revistas, muito se falou (e ainda se fala, sem tanta necessidade) sobre o público que consome gibis: "isso é coisa de criança". Minha adolescência no final dos anos 80 foi permeada por essa frase. Afinal, aprendi a ler com as revistinhas da Turma da Mônica, depois da Disney e da Marvel. Virei colecionador. Aos 13 anos já tinha uns mil gibis. Aos 15 anos, um gerente do meu local de trabalho olhou alguns quadrinhos e revistas de música sobre a mesa do meu escritório e disse: "isso não dá futuro... se revistas servissem para alguma coisa eu encheria a minha sala com elas e ficaria rico". Não ficou rico, continuou chato, e eu troquei de profissão por causa dos gibis.

Mas voltando aos blogs e revistas, ainda vejo muita defesa dos adultos como leitores de quadrinhos, que é legal, que é "cult", que HQ é para gente "antenada", que é literatura, e por aí vai. Nem sei se ainda é preciso toda essa defesa e louvação aos quadrinhos adultos nos dias de hoje. E sabem por que?


Comic Book Guy, personagem de Os Simpsons: a imagem do leitor de quadrinhos da atualidade.
Fonte: http://www.comicbookqueers.com/wp-content/uploads/2011/05/ep148_Fanboy.jpg

Porque tenho notado em minhas frequentes visitas a bancas, livrarias e Comic Shops que boa parte das crianças não leem mais quadrinhos no Brasil. Talvez nem nos Estados Unidos. No Japão e alguns países orientais a tradição continua, mas por lá existe uma divisão muito específica de faixas etárias para os Mangás e afins. Aqui, não. É tudo leitura descartável para os leigos e, para os fãs, é algo melhor do que tudo o que já foi escrito ou desenhado. Nem um nem outro, né, pessoal? Muitos só criam um certo interesse após entrarem nas universidades. E poucos adultos que já tinham esse hábito na infância ainda se interessam em comprar novidades nas HQs.


Fonte: http://s3-ec.buzzfed.com/static/enhanced/webdr06/2013/6/4/11/enhanced-buzz-15515-1370361009-20.jpg

Deveriam existir mais pessoas interessadas em ler quadrinhos e que se agradem de outras leituras e mídias, assim como os próprios leitores de bandas desenhadas deveriam abrir mais a mente para a literatura, as revistas de variedades e mesmo outros tipos de quadrinhos (sim, ainda existe preconceito entre leitores do estilo europeu, dos heróis, da Luluzinha e por aí vai).

O Maurício de Souza ainda domina o setor infantil das HQs, vendendo muito bem, tanto material inédito como reedições de boas histórias da Turma da Mônica. Eu mesmo leio até hoje. Mas, convenhamos que citações à Cultura Pop atual em suas histórias (devido ao pessoal mais novo que ingressou no estúdio) como Crepúsculo, The Walking Dead, cantoras de Axé e as aclamadas e fantásticas Graphic MSP que retratam os personagens do Maurício por olhos de quadrinistas em sua maioria advindos dos fanzines e HQs independentes não são feitas para agradar as crianças. Qual leitor de 6 anos (como minha filha) deveria saber do que se trata a Saga Crepúsculo? Ou entender uma diáspora de homens das cavernas com referências culturais do nordeste brasileiro?

Algumas revistas recentes da Turma da Mônica que dei à minha filha, com Cláudia Leitte, Crepúsculo e The Walking Dead. 



Piteco, na fabulosa história "Ingá", de Shico.
Fonte: http://renegadoscast.com/wp-content/uploads/2013/12/9.jpg

Mesmo assim, ainda sou fã. Porque cresci junto com estes personagens. E essa simbiose com a Cultura Pop sempre existiu. Mas nos anos 80 parecia bem mais infantilizado. Eu lia Recruta Zero (Beetle Bailey) e até entendia bem as histórias, mesmo as que tratavam de treinamentos estratégicos militares (meu tio serviu o exército e me explicava, é verdade). Lia adaptações de livros como O Homem Invisível (H. G. Wells), na versão do Pateta. Mas não sei se isso agradaria às crianças de hoje.


Recruta Zero, de Mort Walker.
Fonte: http://tanis.cso.niu.edu/comics/2005.08.21/BeetleBailey-2005.08.21


Fonte: http://mlb-s2-p.mlstatic.com/pateta-faz-historia-6-como-o-homem-invisivel-nov82-14023-MLB4057791919_032013-F.jpg

Com os quadrinhos de Super-Heróis, acho que o impacto foi maior. Se nos anos 1930 os encapuzados coloridos faziam a cabeça do público maior de 16 anos, nos anos 1950 Fredric Wertham definiu e estabeleceu o clima infantilizado das histórias. Superman tinha um supercão, Batman enfrentava um duende chamado Bat-Mirim, e por aí vai. Os adultos ainda tinham como opção as revistas de humor, como a Mad, ou as de terror e suspense.


Dr. Fredric Wertham.
Fonte: https://www.awesomestories.com/images/user/61d87b41db.jpg

Daí em diante a coisa passou a ser mais séria. A Marvel, mesmo com todo apelo infantil, tratava seus Heróis como monstros, aberrações e envolvia assuntos como política e preconceito. Nos anos 70, Batman voltou a ser o grande detetive dos primeiros anos, e o Superman passou a enfrentar ameaças digna de seus poderes. Nos anos 80 e 90, sagas como Monstro do Pântano, Cavaleiro das Trevas, Watchmen, A Queda de Murdock, Sandman, Demônio na Garrafa, Hellblazer e a caracterização dos anti-heróis como Wolverine, Justiceiro, Spawn e outros garantiram que quadrinho não era mais coisa de crianças.

Os super heróis ainda possuem um apelo muito grande entre a criançada, mas sinto falta daquelas histórias mais inocentes para cativar os pequenos. Histórias envolvendo espionagem, altas traições, assassinatos violentos, bruxaria e adultério se tornaram mais comuns, mesmo entre personagens de colantes coloridos e capas esvoaçantes. Com a chegada desses personagens ao cinema, o que gerou uma incansável busca pelo lucro dos fabricantes de brinquedos, vemos que o mercado dos colecionadores crescidos é o mais buscado. Afinal, uma criança de 5 anos não vai querer uma figura de ação do Coringa com a cara cicatrizada do Heath Ledger, uma Gwen Stacy estatelada no chão, uma Viúva Negra em pose sensual ou um Hellboy num emaranhado Lovecraftiano de tentáculos.


Qual boneco do Coringa você compraria para uma criança? Esse...
Fonte: https://c1.staticflickr.com/7/6045/6254720084_bd676bab9f_z.jpg


... ou Esse?
Fonte: http://www.entertainmentearth.com/images/AUTOIMAGES/DCMMS72lg.jpg

As empresas ainda tentam ganhar os pequenos com bonecos estilizados e desenhos animados bem mais infantis, o que é um ponto positivo. O lado ruim é que fica faltando incentivo à leitura. A criançada só conhece os personagens oriundos das HQs por causa dos filmes, animações, seriados e brinquedos, e não lêem suas histórias. Ainda sinto uma certa alegria quando converso com alunos mais novos e eles se mostram interessados em ler livros e HQs. Mas sinto que são muito poucos. A maioria prefere ver os filmes. Mesmo com sucessos como Jogos Vorazes e Divergente, desde Percy Jackson e Harry Potter não vejo uma comunidade tão grande de pré-adolescentes falando de seus livros preferidos. Uma grande pena.

Outra prova do interesse em atingir os adultos é o preço. Lembro de um aluno comentando comigo no final dos anos 90: "Agora entendo porque essas HQ's do selo Vertigo são recomendadas para leitores adultos: o preço é muito alto para um jovem que não trabalha conseguir comprar".
E é mesmo. Quando era criança, uma revista em formato pequeno, 84 páginas, tinha um preço bem modesto (seria em torno de R$ 4,50 hoje). Hoje, é até possível comprar um gibi da Turma da Mônica, Disney, Menino Maluquinho ou algum Mangá que custe menos do que um corte de cabelo. Mas a grande maioria das publicações são compilações de várias revistas em um almanaque, ou possuem acabamento gráfico de primeira, com capa dura, papel brilhante, ou, pior ainda, são séries onde, para se entender a história, é preciso comprar várias revistas. Como uma criança de 12 anos que não tem pais ricos poderá comprar os recentes arcos de histórias de seus heróis favoritos? Sem contar a quantidade de clássicos que são reeditados todo ano para alegrar aquela criança crescida dos anos 80 (como eu) que, na primeira vez que foi lançado, não teve o tratamento merecido. E tome novamente Watchmen, Cavaleiro das Trevas, Arma X, Demolidor: Homem Sem Medo, V de Vingança e outras com preço altíssimo e acabamento digno de uma estante de mogno maciço com parafusos banhados em ouro.
 

Haja grana para tantos quadrinhos luxuosos!

Como fã, me sinto muito feliz com essa onda de relançamento de clássicos em versões de qualidade. Mas tenho mais de 30 anos e uma profissão que me permite gastar dinheiro com isso (só não tenho tempo para reler todas essas histórias, quem sabe um dia). Mas se tivesse 13 anos hoje me sentiria realmente frustrado e teria que me contentar com os games, filmes e animações dos meus personagens favoritos. Minha filha em fase de alfabetização é uma privilegiada, pois já é herdeira de um império erigido em papel, boa arte e bons textos. Incentivemos então as crianças a lerem cada vez mais, mesmo que seja comprando gibis antigos e baratos em sebos. Os pequenos merecem mais tempo folheando papel ao lado de alguém mais velho, e não apenas na frente das telas de TV, PC, celulares, tablets, Ipads e outras diversões descartáveis.

Fiz diversas citações a nomes, histórias e personagens sem uma explicação detalhada, para não perder tempo nem espaço. Se algum leitor tiver alguma dúvida, é só me escrever perguntando ou me chamar para bater um papo na Ânima, certo? Abraços e até a próxima!

Professor Emerson Leandro Penerari

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Exposição "Máquina do Tempo"


Já dizia Lorde Byron, “o melhor profeta do futuro é o passado”. É com esse pensamento que a Ânima Academia de Arte realiza sua 13ª exposição, “Máquina do Tempo”.  Convidamos o expectador a viajar pela História descobrindo povos e culturas antigas, grandes guerras e personalidades, questionando o que passou, o que estamos passando, e por que não, dando uma espiadinha no futuro.

A exposição conta com mais de 100 trabalhos de alunos e professores da Ânima de diferentes cursos, usando técnicas como guache, acrílico, aquarela e nanquim para retratar períodos da Linha do Tempo. Uma exposição não só de Arte, mas também de História e Cultura, onde o expectador não só poderá apreciar trabalhos de artistas de todas as idades como também fazer um passeio pela História como se estivesse dentro de uma... Máquina do Tempo!

SERVIÇO

Data: 26 de Outubro à 12 de Novembro, das 8h às 18h.
Local: Hotel Vitória Newport - R. Santos Dumont, 291, Cambuí - Campinas/SP
Informações pelo tel.: 19 3342-2992 ou atendimento@anima.art.br
Entrada GRATUITA.

Kelly em "Bolinha de Papel 1"


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Dica de Artista: Arte X Tempo

Hoje o texto do blog vai ser curtinho. Curtinho como o tempo que a gente tem disponível nessa vida corrida nossa. Às vezes a vida pode realmente trabalhar contra você.

Tem dias que eu me sinto assim e aposto que muitos artistas também. Então bolei algumas poucas dicas simples pra ajudar quem está - ou pode ficar - numa situação assim. Fique atento, porque pode parecer bobagem, mas são coisas que te ajudam na hora do pânico.

Primeira dica: escolha com sabedoria com quem você vai trabalhar. E aí entra tudo: parceiros mesmo, editores, revistas... Quando você trabalha com outras pessoas, sua reputação não está só nas suas mãos, mas na deles também.

Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-9QaQH4KKmAQ/Uzg5H_OuhII/
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Segunda dica: Foco. É a coisa mais importante, eu acho. Use um notebook ou uma agenda, qualquer coisa que seja fácil pra você seguir e observar prazos e idéias, principalmente se você sabe que vai esquecer alguma coisa. Mas procure manter suas metas sempre em mente.

Fonte: http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQRADWHOoKccK4QcMrXEJgdwMG7M5tmCPxoIdPQsIg0H3LI08dz
Terceira dica: tente fazer as suas coisas em uma ordem particular. Comece com as coisas que você tem que fazer, se preocupe com coisas que você tem que se preocupar e deixe o que não dá pra resolver já para amanhã. Se você pode fazer uma coisa naquele momento, já está bom. "Paciência" é a palavra aqui.

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-hYv_NNfkluE/UR_qQGndzsI/AAAAAAAAASI/rJaG2obYVYs/s1600/medita%C3%A7%C3%A3o.png
Quarta dica: insista. Seja um teimoso e persista. É a única maneira que podemos ter sucesso, às vezes. Faça várias vezes e se você acha que uma ideia é boa não desista dela! Mesmo que isso signifique guardá-la na gaveta por um tempo, até a ideia amadurecer.

Fonte: http://fourmix.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Y5nCM.jpg
Bom, essas são minhas dicas rapidinhas pra você. Aproveite que o texto de hoje foi rápido e corre aproveitar o tempinho que sobrou pra criar uma coisa legal ou tirar uma ideia da gaveta!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Banalização da Palavra "Arte" Parte III: Criatividade também é coisa séria!

Saudações leitores do Blog da Ânima! Essa semana falaremos sobre algumas frases estratégicas que engodam muitos aspirantes a artistas e até mesmo alguns que já entraram no ramo profissional, mas que não sabem tratar como profissão a arte, o design e a ilustração.

O assunto é sério, então, se você está nesse mundo a passeio e acha que desenho é curtição, tudo bem, continue curtindo seus desenhos e o de outros em casa. Mas se você quer ganhar seu sustento com arte, preste atenção em algumas coisas que vou falar aqui.


Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-NtQrv6G5gC0/TfbFclVRgoI/AAAAAAAAACg/U2Y0k3QzU7s/s1600/pinoquio-dia-mentira-436.jpg

Antigamente, pensava que o inimigo dos profissionais de arte eram as pessoas que não manjavam nada do assunto desmerecerem a criatividade ou os valores de quem vivia disso. O tempo foi passando, a experiência pessoal fez uma simbiose com o conhecimento pré-adquirido, muitas conversas e pesquisas e cheguei à conclusão de que às vezes o inimigo dos profissionais de arte são os próprios artistas. Não os grandes ilustradores, arquitetos experientes ou designers que entendem um pouco de marketing e comércio. Mas justamente quem entrou  nesse ramo porque a mamãe disse que desenha bem, porque ganhou um concurso de desenho na internet, já que tem uma multidão de amigos que votaram em sua criação.

Esses são os inimigos! Essa leva de pseudo-artistas (de todas as idades, diga-se de passagem) que quer divulgar e viver de sua arte a todo custo, sem entender nada sobre o mercado de arte, criatividade, design, ilustração, arquitetura ou moda. Eles não sabem cobrar. Não conhecem artistas da própria região e seus métodos de trabalho. Não conseguem se sustentar sozinhos com arte, muitas vezes moram sozinhos, mas os pais pagam o aluguel e as contas, ou viajam o mundo graças à herança familiar. Assim até eu. Mas minhas contas chegam, e eu levo uma vida com certas mordomias, então preciso lucrar com o que faço.

Claro que ainda temos os espertinhos que querem lucrar às custas das criações dos outros. Copiam imagens que encontram no Google e usam sem escrúpulos, promovem concursos de desenho para não pagarem um profissional experiente ou usam pré-adolescentes iniciantes para criar toda uma campanha ou identidade visual.

Se você já ganhou alguma grana com arte, já deve ter lido, ouvido falar ou experienciado algumas das frases e situações a seguir:

"Participe do Concurso de Desenho de nossa empresa! O vencedor terá sua arte em nossa fanpage e ganhará uma camiseta com sua imagem estampada! Não é sensacional?"

Não, não é sensacional. Existem concursos bons e ruins. Concursos bons são para profissionais de verdade, seus prêmios são grandes (carros, viagens em cruzeiros, muuuitos materiais artísticos) e as empresas são idôneas. Mas no último ano recebi divulgações de uma enxurrada de concursos (de empresas grandes e famosas também, mas sem o mínimo de consideração por quem trabalha com criatividade) pedindo peças importantíssimas (logotipos de cantoras, mascote comemorativo de 25 anos de empresa, jingle para rádio e TV, imagem para envelopar carro e avião) cujos prêmios eram insignificantes! Aí a molecada que está nessa profissão por brincadeira, acredita que terá seu instante de fama, mostrar para os amigos, "divulgar seu trabalho" e vai lá tirar o emprego de quem trabalha seriamente com isso, acreditando que irá se profissionalizar ganhando concursos em troca de mixaria. Esse tipo de pára-quedista, quando tem capacidade de montar um portfólio, leva uma imagem que "ganhou um concurso" para uma empresa de renome, e perde o respeito na hora. Porque nunca saiu de casa e foi ver como funciona um estúdio de criatividade, como cobra um designer ou ilustrador de renome. Amigos, fujam desses concursos! Deixem isso para a criançada se destacar nas redes sociais.


Fonte: http://goias24horas.com.br/wp-content/uploads/2013/10/enganacao-1-620x450.jpg

"Faz esse desenho na faixa para mim, que vou divulgar o seu trabalho!"

Hoje existe internet. Você pode divulgar seu trabalho sem ficar presenteando quem não precisa. Quer desenhar para a mãe, para um amigo? Ótimo, presenteie, é lindo. Mas trabalhar de graça para quem irá lucrar com sua criatividade é outro tiro no pé. Pode responder com jeito que você mesmo cuida da divulgação do seu trabalho, e que, na verdade, foi por isso que chegaram até você,


"Mas você quer cobrar tudo isso por um desenho que faz rapidinho?"

Essa frase por si só já merece um texto inteiro aqui no Blog algum dia. Clientes que sabem valorizar um bom trabalho não colocam valores nos trabalhos dos outros. Se alguém achar seu trabalho muito caro, é porque ele quer um trabalho mal feito de algum outro picareta, desses do tipo que participam de concursos para ganhar uma camiseta e desenham em troca de "divulgação" do seu trabalho.


"Olha esse desenho que achei no Google! Vou postar no meu Facebook e falar que fui eu que fiz! Ou colocarei essa estampa em meu site de camisetas inéditas e vender muito!"

Os casos entre aspas acima são baseados em fatos reais que presenciei esse ano, e nem estou falando dos casos que envolveram desenhos meus. Muitas pessoas mal intencionadas e preguiçosas se aproveitam da facilidade em obter criações da internet para ganhar status ou dinheiro, mesmo. É triste ver como imagens são comercializadas sem direitos autorais. Gente de renome já gravou CD e colocou na capa ilustrações que encontraram na internet sem dar ao menos os créditos devidos. O mesmo aconteceu com camisetas, mascotes e outras criações. Isso é crime! E como tal, deve ser punido! Se você encontrar algo que te pertence sendo usado por outra pessoa, denuncie. Infelizmente, se a imagem for copiada em outro país, às vezes a burocracia impede uma punição e ressarcimento devido. Em todo caso, faça bom uso das marcas d'água e resoluções baixas quando postar suas imagens.


Fonte: http://4.bp.blogspot.com/-pUIqjBdJd8s/TkHT_Y7mYrI/AAAAAAAAAPk/MlenDXN5oow/s1600/diretor+de+arte.jpg

Algumas dicas muito interessantes vocês encontrarão no canal Roda Redonda, do ilustrador Montalvo Machado, no Youtube. Assistam: https://www.youtube.com/channel/UCGDfNbiiMqnrOCDFAmXumxQ

Outras dicas que escrevi a respeito aqui no Blog: http://blogdaanima.blogspot.com.br/search?updated-max=2014-08-29T16:39:00-03:00&max-results=7

Bom, por hoje é só, pessoal. Mas espero que vocês leiam e tirem suas dúvidas. Abraços!


Professor Emerson L. Penerari