quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

"O Mundo Segundo Mafalda" celebra os 50 anos da personagem

Falaê, galera amante das artes, beleza? Espero que sim. Aproveitei o feriado prolongado de Carnaval e dei uma passeada pelos museus e exposições em São Paulo. Uma variedade muito boa de locais para se visitar, e, com planejamento, é possível curtir sem sofrer muito nas filas. Apesar de serem chatas, as filas mostram que o público está mais antenado para as manifestações artísticas. É um tempo que pode ser utilizado para ler um livro, bater um papo, ouvir música no fone de ouvido... por outro lado, infelizmente algumas "pessoas antenadas" na verdade estão ali apenas para tirar selfies e fingirem que são verdadeiros fãs e entendedores da cultura. É triste ver que  quase nada de real importância foi criado após 1990, então quem tem menos de 20 anos e quer ter alguma bagagem cultural precisa buscar o que foi produzido nos anos passados. A meu ver, essa busca pelas épocas onde a cultura  e a arte revolucionaram a maneira de pensar gerou o recente movimento "hipster" (embora os hipsters odeiem esse termo). Bom, uma outra hora falarei mais sobre isso.


Fonte: http://albaciudad.org/wp/wp-content/uploads/2014/09/mafalda_50_aniversario.jpg

Mas falando em coisas antigas, a baixinha mais inteligente da América do Sul completou 50 anos em 2014, e o Brasil foi agraciado com uma exposição muito fofa e informativa: "O Mundo Segundo Mafalda". A personagem argentina criada pelo cartunista Quino, diferente da brasileira Mônica ou da americana Luluzinha é bem politizada e preocupada com o lado social, tanto que em outros 26 países para os quais foi traduzida agradou mais universitários e adultos do que crianças. Em minha visita, estávamos em três gerações (minha sogra, minha esposa, eu e nossa filha de 7 anos) e todos curtiram muito!




Mas a exposição foi voltada para todos os públicos. Desenhos animados, instalações interativas, área para colorir, além das várias tiras estampadas nas paredes criaram um ambiente romantizado da Argentina antiga e da forma infantil de se observar as coisas. Da mesma forma como ocorreu com as exposições doWill Eisner, do Angeli e do Laerte, objetos decorativos instigaram a curiosidade e quem não conhecia a personagem se deliciou com as várias informações sobre Mafalda, seus pais, seu irmãozinho e seus amigos mais próximos. Tenho certeza de que você lerá as tirinhas com mais atenção após visitar a mostra!









 O cuidado dispensado aos espaços da exposição bem como o local onde foi montada estão de parabéns. Parece que hoje em dia a necessidade de interação do público é maior, por isso as crianças se empolgam com a área de desenho e de montagem de tiras com balões e personagens almofadados.
Também temos o corredor com os direitos da criança, visto que Mafalda é embaixatriz da Unicef.






















































A Exposição é gratuita e ficará na Praça das Artes (Avenida São João, 281- Centro - São Paulo
Próximo às estações Anhangabaú e República do Metrô, todos os dias das 9h às 20haté o dia 28 de fevereiro. Ou seja, é bom dar uma planejada e correr para vê-la!

















Professor Emerson L. Penerari
(na foto ao lado da Mafalda e da Helena em Buenos Aires)

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