quinta-feira, 30 de julho de 2015

Decodificando a arte Anglo-saxônica

Hoje aqui no blog vamos falar sobre um assunto bastante específico: joalheria anglo-saxônica.

Fonte: http://blog.britishmuseum.org/2014/05/28/decoding-anglo-saxon-art/
A temática surgiu depois que a Prof.ª Adriana compartilhou um texto super interessante do British Museum chamado "Decoding Anglo-Saxon art". A união de história, jóias e da cultura Anglo-saxônica nos chamou a atenção, e resolvi compartilhar algumas considerações sobre o assunto. Para ler o texto que deu origem a esse post, acesse: http://goo.gl/FXjDPm

Num universo cheio de broches, pulseiras e outras peças de design bastante intricada, a joalheria Anglo-saxônica encanta não só por aquilo que podemos ver, mas também pelo que está por trás do que se vê, ou seja, o significado por trás do design.
Fonte: http://blog.britishmuseum.org/2014/05/28/decoding-anglo-saxon-art/
Os padrões que encontramos em muitas dessas pelas não são apenas belas decorações, eles têm muitos significados e até contam histórias.

A arte Anglo-saxônica passou por várias mudanças entre os séculos V e XI, mas os quebra-cabeças e as histórias embutidas sempre foram o foco central. Nessas peças é comum acharmos que a figura representada é puramente abstrata, mas ao analisar cuidadosamente é possível distinguir animais e até faces de deuses, sendo que cada uma das figuras têm significados específicos. Por exemplo, a imagem de um deus em conjunto com a de animais poderosos pode ter sido usada como símbolo de proteção e usados como talismã.
Fonte: http://blog.britishmuseum.org/2014/05/28/decoding-anglo-saxon-art/
Por isso, essas peças não são meramente decorativas ou históricas. Além de fazerem parte importante de um período de expressão artística, elas representam importante trabalho de ourivesaria e design, em um período em que esses conceitos ainda eram muito ligados à religião e às crenças místicas deste povo.
Fonte: http://blog.britishmuseum.org/2014/05/28/decoding-anglo-saxon-art/
Espero que tenham gostado desse breve mergulho pela história da arte e da joalheria.
Prof.ª Gisela Pizzatto.

Curte jóias e gostaria de desenhar suas próprias peças? Em agosto tem novas turmas de Design de Jóias aqui na Ânima, com a artista e joalheira Adriana Justi. Confira seu trabalho em: https://instagram.com/adriana_justi/


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Linguagem Arquitetônica: Um Curso Para a Vida

E aí, pessoal, beleza? Mais uma vez vou falar um pouco sobre o curso de Linguagem Arquitetônica aqui da Ânima, aquele curso que você, aspirante a uma universidade cujo curso use a criatividade, deve pensar em fazer.



Já havia dado uma pincelada rápida sobre o que se aprende nesse curso e derrubando alguns tabus neste texto de agosto do ano passado: http://blogdaanima.blogspot.com.br/2014/08/linguagem-arquitetonica-o-que-e-e-para.html



Mas resolvi expandir um pouco mais a informação, tanto para quem vai prestar o vestibular esse ano (como treineiro ou valendo) como para pais que ainda não sabem a importância desse aprendizado. Vamos lá?



Apesar do nome do curso, ele não é um curso para ENSINAR Arquitetura. Tampouco é um curso APENAS para quem vai prestar o vestibular de Arquitetura. No curso de Linguagem Arquitetônica da Ânima, dividido em 32 aulas de 2 horas cada, o aluno aprenderá observação, luz e sombra, interpretação fotográfica, desenhar áreas externas, desenho de memória, introdução à perspectiva, além de conhecer os materiais pedidos para o vestibular e algumas provas que já foram passadas em anos anteriores. Falaremos um pouco como é a profissão pretendida, mas o principal é ensinar os fundamentos do desenho e da criatividade.

Como dito acima, não é um curso apenas para quem vai prestar Arquitetura. Outros cursos também exigem prova de aptidão e essa noção de Desenho Básico que ensinamos serve para eles também, como Artes Visuais, Design, Moda, Design de Games. Mesmo que a universidade pretendida não tenha prova de aptidão, é melhor o aluno ingressar em um desses cursos sabendo desenhar.


Também não é um curso "para passar no vestibular". Os profissionais que lecionam Linguagem Arquitetônica na Ânima passam informações valiosas que serão usadas na vida toda dos alunos. Percepção do mundo que os rodeia, observação, criatividade, noções críticas de luz, sombra, espaço, produção de arte, tudo isso é falado e demonstrado em nossas aulas, tornando o aluno um desenhista que talvez nem ele desse conta que se tornaria.



Tudo isso acaba exigindo que o aluno também se esforce em conhecer grandes mestres da pintura, arquitetura, escultura, gravura. Bons artistas são exímios observadores, e os cursos da Ânima sempre ressaltam a importância da pesquisa.



E depois, o aprendizado para por aí? Não! Muitos alunos retornam aos cursos de arte após a correria dos vestibulares, dessa vez buscando um aprimoramento maior, talvez na área do Desenho Artístico, da Perspectiva, ou mesmo como um hobby que manterá acesa a chama da criatividade, como o Mangá, HQ, Desenho de Humor, Pintura, entre outros.

Você conhecerá um pouco mais sobre o programa do curso de Linguagem Arquitetônica da Ânima e ficha técnica em nosso site: http://www.anima.art.br/cursos.php?sel=linguagem_arquitetonica

E aí, que tal aprender um pouco mais antes que o vestibular te pegue de surpresa?

Professor Emerson Leandro Penerari



quinta-feira, 16 de julho de 2015

Entrevista: Mike Mignola fala sobre HELLBOY e a série BPRD

Entrevista concedida a Mat 'Inferiorego' Elfring em 01 de dezembro de 2014 para o site em inglês (http://goo.gl/MZptDB).


Mike Mignola. Fonte: http://www.pontozero.net.br/wp-content/uploads/2015/07/11_mike_mignola.jpg

É difícil de acreditar que Hellboy está por aí há 20 anos, desde sua primeira aparição na SAN DIEGO COMIC CON COMICS # 2, em 1993. Desde então o personagem foi, literalmente, ao inferno e voltou, e viajou o mundo. Desde a criação do personagem, o criador de Hellboy, Mike Mignola, expandiu o universo dele, o que tem gerado vários livros paralelos. Nós conversamos com Mike Mignola sobre sua próxima série mais recente, HELLBOY E O BPRD, que conta a história da primeira vez que Hellboy trabalhou com o BPRD (Em português BPDP: Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal).



Comic Vine: chegando às lojas em dezembro de 2014, você, John Arcudi, e o artista Alex Maleev estão contando a história da primeira missão de Hellboy com o BPRD. O que você pode nos dizer sobre o livro?

Mike Mignola: Bem, eu não quero entregar tudo. A equipe vai para a América do Sul e no último minuto, o personagem Trevor "Broom" Bruttenholm (pai adotivo de Hellboy e fundador do BPRD) diz "levem Hellboy". Hellboy não é realmente um agente ainda. Esta é a missão onde Hellboy se torna um membro da equipe, então, no final deste volume, eu acredito que ele se torna um agente, de modo que este é o evento que faz com que os superiores dizem "sim, ok. Nós não precisamos deixar esse cara trancado em uma sala. Ele parece ser funcional lá fora, ok ". Realmente, a coisa emocionante sobre este livro, para mim, é Hellboy fazendo um monte de coisas pela primeira vez, o que é muito estranho de escrever porque eu estou tão acostumado a usar o Hellboy como o cara que resolve tudo. Aqui, ele é um membro júnior de uma equipe que vai para a América do Sul achando que não é um grande negócio, mas que depois se torna um grande negócio.

CV: Como é a sensação de voltar e escrever um personagem mais jovem e imaturo que você está trabalhando há 20 anos?

MM: A coisa mais difícil de se lembrar foi que ele era imaturo e que esta foi a sua primeira aparição com esses caras. Na verdade, quando John [Arcudi] e eu conversamos sobre isso primeiro, essa coisa cresceu a partir do que tínhamos feito com o BPRD  em 1946, 47 e 48 e imaginando o personagem crescer como um garotinho que ele tem sido em torno destes agentes e os observando. Agora, ele parece ser o Hellboy maduro e ele teve um inferno de um surto de crescimento no meio lá, mas ele não tem medo desses caras. Ele definitivamente é o membro júnior desses caras. É sua primeira excursão com os adultos. Felizmente, havia um par de cenas onde eu poderia meio que lembrar aos leitores e de uma forma, lembrar o Hellboy: "você é o cara júnior. Você faz o que eu digo. Aqui está um trabalho de M#*$a. Você faz o trabalho de M#*$a porque você é o estagiário. Você recebe ordens. " Eu nunca tinha abordado Hellboy de qualquer forma remotamente parecido com isso. Foi interessante.

CV: O que tornou este momento a hora certa para contar a primeira história de Hellboy com o BPRD?

MM: A ideia meio que cresceu a partir de vê-lo evoluir no BPRD em 1947 e 1948, que teve um pouco mais de foco em Hellboy, não o foco principal, mas tivemos um pouco de espaço para mostrar esses caras crescendo e eu tinha feito a Graphic Novel com Duncan Fegredo  ("O Clamor das Trevas") onde vemos um jovem Hellboy e muitas coisas estavam acontecendo, então pensamos que é a progressão natural que mantém a evolução de Hellboy e alguns dos agentes, mas especificamente Hellboy. Há muito da história de Hellboy que nós nunca vimos. Lancei algumas histórias curtas ao longo dos anos, mas a beleza do caminho que Hellboy foi firmado é que ele apareceu na Terra nos anos 40 e nós não o mostramos sua primeira história completa até a década de 90, então há este pedaço gigantesco de tempo em que nós não o vimos realmente no campo com o professor Broom. Acabamos nunca vendo essas coisas.



Ao mesmo tempo, eu estou produzindo HELLBOY NO INFERNO. Eu amo o fato dele cativar novos leitores, mas é estranho começar a ler com esse livro. Como HELLBOY NO INFERNO  vai ficando mais e mais estranho, eu pensei que seria bom ter um material das antigas, mais simples, uma versão menos complicada de Hellboy lançada. Se nós realmente tivéssemos focardo nisso, ele provavelmente teria sido o livro perfeito para lançarmos no aniversário de 20 anos de Hellboy, mas eu não penso dessa forma. Como eu estive planejando para este livro, estivemos conversando com outros artistas ao longo do caminho, talvez esse cara, talvez aquele outro. Nós apenas não tínhamos o artista certo, assim como muitos dos livros que eu faço, é realmente uma questão de certas coisas que vêm junto, tudo ao mesmo tempo. Neste caso, era que John e eu queríamos fazer este livro, mas nós não tínhamos um artista, e em seguida, por meio de canais, aprendemos que Alex Maleev estava disponível e interessado e isso é o que fez este livro acontecer.

CV: Você sempre teve artistas muito distintos em seus livros. Então, o que te atraiu para o estilo de Alex?

MM: Ele é realmente bom. Uma vez, quando entreguei o material de Hellboy primeiro para Duncan Fegredo, eu estava muito preocupado em ter alguém que não me imitasse, mas que tivesse as mesmas sensibilidades. Agora, com esta série, esse não é o foco. É apenas uma questão de conseguir artistas bons e Alex é realmente muito bom. De certa forma, não vou dizer que é mais fácil encontrar artistas, mas pelo menos eu não vou tentar encaixar artistas em uma caixinha. Quando eu inventei essa história, não havia nenhuma parte dela onde eu disse "Eu preciso do artista Tal" ou "Eu preciso deste tipo de artista." Era apenas "aqui está uma história. Precisamos de um cara que é realmente bom. Quem quer fazer isso?" Você sabe? Eu quero um cara que está entusiasmado para produzir o material.

Na verdade, a coisa mais frustrante em trabalhar com Alex é que eu quero contar a ele toda a série. Porque Hellboy passa por um arco de personagens, eu quero dizer a Alex o que acontece nas edições posteriores. Alex realmente não quer ouvir porque ele é fã do material, então quer ser surpreendido. Eu disse: "bem, você não pode ser surpreendido porque você está desenhando este material." [Risos] Eu tenho que te dizer onde isso vai dar.

CV: Com o seu trabalho, o que me atraiu para você como um fã, é que você se inspira em torno de mitos e folclores de todo o globo. Foi assim também ao menos na primeira história para HELLBOY E BPRD?

MM: De certa forma, eu tinha um tipo de ideia inicial para o que esta mini-série poderia ser. Nós temos falado sobre isso há anos. Foi um passo de uma linha de John Arcudi. "Eu quero que ele vá para a América do Sul e blá blá blá." Foi o folclore base. Eu não estou familiarizado com o folclore sul-americano. Quando a história começou a moldar-se, e de novo, eu queria algo na linha tradicional de Hellboy, na linha das revistas pulps; o folclore é uma parte tão grande de Hellboy que eu fiz algum trabalho de casa e coloquei um pouco de folclore sul-americano para ter um pouco de sabor. Há uma cena em particular assim, há uma interação com os personagens folclóricos locais da América do Sul.



CV: Tem havido qualquer mito ou histórias do folclore que você sentiu que não poderia se adaptar aos seus personagens?

MM: Não há nada que eu sinto que eu não faria ou que parecesse "intocável". Eu não sou tão bem informado sobre certas coisas. Alguém comentou comigo um dia desses "Eu adoraria ver uma história sobre Hellboy na Ásia, com artes marciais, ninjas e coisas assim." Eu também adoraria ver essa história. Na minha cabeça, Hellboy esteve em todo lugar. Eu tenho certeza que há uma história onde ele saiu e lutou com ninjas, e nós fizemos algumas coisas no Japão. Infelizmente, eu só não sei o suficiente sobre esse tipo de coisa, então, novamente, parte da beleza sobre  HELLBOY & BPRD série é que vai ter diferentes criadores e escritores no livro. Idealmente, nós teremos alguém que quer fazer Hellboy no Japão. Há um bocado de chão para cobrir e eu estou preso às coisas das quais estou familiarizado. Eu adoraria ver uma história em todos os cantos do mundo.

CV: Vai ser uma série contínua em que você está trabalhando só no primeiro arco por enquanto?

MM: Sim ... bem, não. O segundo arco tem duas edições... e se passam fora do HELLBOY & THE BPRD  em 1953. São duas edições escritas por mim  e uma terceira por um outro artista a ser definido, por uma equipe criativa diferente. Vai ter a minha mão ali, eu gostaria de pensar, tudo, seja como co-roteirista ou editando. Há certas coisas que eu quero ver nesta série e há outros lugares onde eu só quero uma grande história para preencher esse buraco. Porque Hellboy se torna um agente no final de 1952, de acordo com o que já foi criado em Hellboy, depois Hellboy e Broom vão para a Inglaterra, por cerca de 6 meses. É um pedaço significativo da vida de Hellboy, onde é uma espécie de pai e filho a passeio onde encontram várias coisas sobrenaturais na Inglaterra. Esse folclore e mitologia... Eu amo velhas histórias de fantasmas ingleses. Eu realmente queria escrever isso apesar de ter outras coisas que deveria estar fazendo. Eu disse: "Não, não, não. Eu preciso fazer o capítulo  de Hellboy na Inglaterra." Eu vou escrever isso. Tenho um milhão de idéias para histórias, assim, no futuro, eu posso colaborar com alguém ou eu posso entrar e escrever as coisas ao longo do caminho, mas meu foco tem que ser o material  de HELLBOY NO INFERNO porque está se desenvolvendo muito devagar.




Hellboy é publicado no Brasil pela editora Mythos. Acompanhe seus lançamentos em https://goo.gl/rLrdLC

Tradução e adaptação: Prof. Emerson L. Penerari

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Meditação Criativa com Kaliani Dassi

No mês de Julho, a Ânima sempre oferece oficinas e palestras diferentes para alunos e interessados. Em uma parceria com o Espaço Cultura Ungambikkula e a terapeuta Kaliani Dassi, este ano ofereceremos a palestra de Meditação Criativa.

Ficou curioso? Então, hoje vamos falar um pouco dessa palestra que trata sobre técnicas de meditação que buscam ativar a nossa ferramenta Criatividade.


"A Criatividade não é um dom em si. A Criatividade é acessada a partir dos casamentos internos e com ela você desenvolve seus dons." Kaliani Dassi

A Meditação Criativa são técnicas integrativas de auto-investigação, que funcionam de forma orientadora para trazer as respostas necessárias ao desenvolvimento pessoal. A palestra aborda os temas das estruturas e do desenvolvimento da consciência. 

A partir do documentário "Arte a cura do mundo", são levantadas questões como: O papel da arte e o cuidado com o artista; Arquétipos; Instintos; Arte é instinto; Percepção e o que significa "elevar" a consciência?

Pintura do chão do Espaço Ungambikkula
Como a consciência tem estruturas amplas e profundas, para que se possa dialogar nessas linguagens, são usadas diferentes técnicas meditativas. Ao longo das explicações e apontamentos, serão propostas práticas que exemplificam e reforçam os temas abordados, sempre mantendo um diálogo com a percepção dos participantes.

O trabalho de Meditação Criativa é fundamentado nos conceitos e estudos que fazem parte e dão suporte à todo o trabalho de criatividade e auto-conhecimento da Cia Cultural e Artística Ungambikkula, com sede em Barão Geraldo.

A PALESTRANTE - KALIANI DASSI
Artista. É baixista, cantora e compositora da Banda Ungambikkula. Responsável, em parceria com Pavitra Shakti Shankar, pela criação e coordenação das pinturas gigantes do Espaço Cultural Ungambikkula. Como designer da Tribo, desenvolve arte gráfica, figurinos e roupas. Em 2014, passou a desenvolver um projeto de Quadrinhos - Ungambikkula que se trata de uma ficção científica fundamentada nos valores sedimentados pela Cia.

Kaliani Dassi
Com o objetivo de acessar a ferramenta da Criatividade, atende em consultório como terapeuta transpessoal, e oferece um trabalho de Meditação Criativa.

A palestra de Meditação Criativa acontece no dia 23 de Julho, às 14h, aqui na Ânima. Reservas e mais informações pelo tel.: 19 3342-2992 ou pelo e-mail: atendimento@anima.art.br

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Conheça o Espaço Cultural Ungambikkula
Av. Sta Isabel, 1834 Barão Geraldo, Campinas-SP
Tel.: 19 3288.1063 Site: http://www.ungambikkula.com.br/