sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Star Wars: Uma Obra Prima da Sétima Arte!

Hail amantes da arte! Hoje vou falar um pouco sobre uma paixão de infância que a cada dia arremeda mais e mais fãs. A Space Opera mais famosa de todas, Guerra nas Estrelas (ou Star Wars, no original e  para quem nasceu depois de 1999).


George Lucas e suas miniaturas, muito antes da computação gráfica. Fonte: http://40.media.tumblr.com/472459d3cb2b3fbc6190ec5411ad6b7b/tumblr_nhbegktjOu1u6igpho1_1280.jpg

Esse ano o primeiro filme da série (Episódio IV: Uma Nova Esperança) completa 38 anos em novembro, então nada mais justo do que mais uma vez repensar em sua importância e sua influência no cinema, nas artes, no design, na Cultura Pop, nas trilhas sonoras, ou seja no modo de viver dos séculos XX e XXI.

Em meio a crises ideológicas e financeiras, críticas negativas, erros e acertos, tivemos por resultado duas trilogias que mantiveram os personagens em alta graças ao carisma de atores nem sempre conhecidos, à história simples e repleta de referências e aos efeitos especiais impressionantes, sempre um passo à frente dos filmes de suas épocas. Mas o que faz de SW uma série tão cultuada?

Na verdade, os motivos são vários. Vamos dar uma relembrada em alguns pontos mais recorrentes:


Um dos cartazes do filme, pels mãos dos irmãos Greg e Tim Hildebrandt. Fonte: http://www.obrigadopelospeixes.com/wp-content/uploads/2012/08/starwars.jpg)

A História: A premissa não é tão simples quanto parece. Mas agrada crianças, jovens e adultos, nerds ou não, já que também não é difícil acompanhar a Jornada do Herói perpetrada por Luke Skywalker (e depois por Anakim) em meio a tantas conspirações políticas, bélicas e amorosas.

Os Personagens: Esses, sim, são muito bem estruturados! Apesar do Maniqueísmo na trama principal, tanto heróis como vilões e mesmo coadjuvantes mais singelos (como Boba Fett) recebem o background que merecem, e ganham seus momentos de brilho ao longo das mais de 12 horas da saga. E Darth Vader se tornou a epítome do vilão, tanto que, assim como outros ícones culturais como Marilyn Monroe, Batman e Hulk, será reconhecido por praticamente qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento em cultura pop em qualquer lugar do mundo.

A Música: John Williams é um compositor único. Boa parte de suas músicas já estão no subconsciente de todo fã de cinema. Basta ouvir o início de qualquer uma de suas trilhas (de E.T. a A Menina Que Roubava Livros) para identificar o filme e os personagens. Ele já havia trabalhado em 45 filmes antes de SW, entre eles Terremoto e Tubarão, mas após "O Império Contra-Ataca", sua Marcha Imperial popularizou tanto Williams que ele se tornou sinônimo de trilha cinematográfica!


John Williams: compondo para o próximo Star Wars. Fonte: http://www.judao.com.br/8/wp-content/uploads/2013/05/john-williams.jpg

A Arte: Desde o início é possível ver que não foi nada fácil compor todo o visual do filme: planetas que variam de desertos inóspitos à locais de constantes nevascas até civilizações apoiadas em arranha-céus luxuosos, seres humanos e androides carismáticos contracenando com monstruosidades anfíbias, armas sofisticadas (que apenas modernizam, mas a elegância do clímax das cenas são os duelos de esgrima) e muitas, muitas naves, foguetes, hovercrafts e estações espaciais de encher os olhos!


O designer Ralph McQuarrie criou muitos dos visuais mais icônicos da saga. Fonte: http://i2.wp.com/bitcast-a-sm.bitgravity.com/slashfilm/wp/wp-content/images/ZZ170AB94B.jpg



Você já imaginou como é um AT-AT por dentro? Fonte: http://i33.photobucket.com/albums/d81/HyperLuv/stuff%20that%20i%20got%20to%20have/star-wars-at-at-death-star-speeder-bike-george-lucas-concept-art-empire.jpg

Os cartazes originais ficaram lindos, mas fiquei ainda mais admirado ao ver, em 1997, os cartazes feitos por Drew Struzan para a Edição Especial de 20 anos dos filmes, que tiveram som e imagem remasterizados, novos (e desnecessários) elementos inclusos nos cenários, que renovou o público e preparou a galera para o que viria em 1999. Tive o prazer de ver ambas as trilogias no cinema.


Drew Struzan. Guarde este nome! Fonte: http://img2.wikia.nocookie.net/__cb20100427113318/starwars/images/4/48/Empirestrikesback.jpg

A Peneira de referências Pop: resumindo, Star Wars não é algo original. O que George Lucas fez foi reunir, catalogar, descartar o  desnecessário aproveitar o melhor de diversas culturas, na literatura, na mitologia, no cinema antigo, nos quadrinhos. Basicamente, o que J. R. R. Tolkien fez com o folclore e mitologia europeus ao compor sua saga literária "O Senhor dos Anéis", foi feito em sentido mais amplo nas telonas. A Jornada do Herói é apenas um núcleo para receber à sua volta guerreiros samurais, zen-budismo, profetas do Velho Testamento bíblico, roteiros do Príncipe Valente, ambientação de Flash Gordon, conceitos de Jornada nas Estrelas (houve uma época muito antes da internet em que os fãs de Star Trek odiavam os fãs de Star Wars), Buck Rogers, Maquiavel, Shakespeare, Platão, a Saga dos Patos da Disney criada por Carl Barks... a lista é imensa.


Yoda, uma mistura de Buda, Grilo Falante, Profeta Elias e Francisco de Assis. Fonte: http://images.latinpost.com/data/images/full/23886/will-yoda-appear-in-the-upcoming-star-wars-film.jpg

Seria essa falta de originalidade um motivo para denegrir a integridade de SW? Obviamente não! No mundo conectado em que vivemos, todas essas referências citadas (e outras que no momento não lembro) são fáceis de se achar e obter informações. Mas assim como Tolkien, Lewis e o próprio Disney, reunir influências e referências como homenagem era algo muito comum quando nem todos tinham acesso a toda essa cultura. No fim a história ficou tão intrincada que o desejo por mais informações dessa mitologia galática gerou diversas histórias (conhecidas como "Universo Expandido") que serviram como passado (ret-cons), presente ("enquanto isso...") e futuro, contados em quadrinhos, vídeo-games, livros, desenhos animados, RPGs e agora, no Episódio VII.

E o novo filme?

Star Wars - O Despertar da Força, estréia no Brasil dia 17 de dezembro, e seus dois trailers alvoroçaram fãs e críticos. O primeiro filme da saga sob a tutela da Disney e com a mão de J. J. Abrams, Tudo isso gera certa divisão entre os fãs: enquanto muitos, principalmente os quarentões que viram Uma Nova Esperança no cinema em 1977, nada feito depois de "O Retorno de Jedi" foi bom. Para quem começou sua carreira Jedi em 1999 com "A Ameaça Fantasma", há boas chances desse filme retomar as qualidades da antiga trilogia. Mas uma coisa é unanimidade entre todos que viram os trailers: "Chewie, estamos em casa" foi a frase mais arrepiante dita no cinema esse ano! Vai Han Solo!!! U-Huuuu!!!


Fonte: http://img02.lavanguardia.com/2015/04/17/Han-Solo-y-Chewbacca-ponen-el-_54429982991_54028874188_960_639.jpg

Bom, é isso! Aqui na Ânima Star Wars é mais que um filme, é um estilo de vida! De alunos de Arte para Crianças até professores trintões, todos são fãs, usam camisetas, canecas, possuem action figures e os DVDs! Porque Guerra Nas Estrelas é arte! É cultura! Já é um patrimônio da humanidade!

Para finalizar, uma ilustração fenomenal da Senadora Padmé feita em Copic pelo nosso coordenador Fábio Vieira!

Confira mais desenho em: instagram.com/fabiovieiras


Professor Emerson L. Penerari



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