quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Conan, o Bárbaro: Uma Obra de Arte em Cultura Pop!

Saudações, seguidores dos caminhos da arte! Após um hiato bem longo empunho minha pena para vos escrever. Resolvi falar aqui sobre um dos meus personagens favoritos de todos os tempos, então o assunto será longo, mas repleto de informações e até considerações bem pessoais. Esse ano completam-se 80 anos da morte de um dos maiores escritores de ficção da história. Robert Ervin Howard, criador de CONAN DA CIMÉRIA.




O escritor Robert Ervin Howard: fonte: http://vidabeta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Robert_E_Howard_foto.jpg

Quando se fala sobre Conan, quem não conhece o personagem imagina o estereótipo do Bárbaro desenvolvido na cultura do século XX: um sujeito (de ambos os sexos) forte, de inteligência limitada, impetuoso, com pouca educação, às vezes com um bom coração ou um código de honra. As Edas escandinavas, os livros de J. R. R. Tolkien e de C. S. Lewis, personagens dos quadrinhos, filmes de fantasia, inclusive o próprio filme debutante do personagem, Conan, o Bárbaro atestaram essa falsa verdade na memória da maioria. Mas basta um estudo mais elaborado na história humana e na mente do criador do cimério, Robert E. Howard, para entendermos que os Bárbaros, incluindo Conan, tem muito o que nos ensinar.

Lembrando que a palavra Bárbaro quer dizer "não grego", ou seja, uma expressão para definir os 'nobres selvagens' que viviam ao redor das cidades gregas, e povos desenvolvidos (como celtas e persas) também receberam essa alcunha.

O Criador

Howard era um jovem escritor texano nascido em 1906 que começou a escrever profissionalmente muito cedo. Seus contos e poesias foram publicados primeiramente nos "pulps" (livretos em papel ruim, tamanho de bolso e a preços bem acessíveis), consumidos por jovens e pessoas de renda mais baixa principalmente pelos temas apresentados, ramificados de Jules Verne, H. G. Wells, Edgar A. Poe e Mary Shelley, que ainda não haviam atingido o status de Literatura Clássica.


Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cd/REH_Fence_Photo.PNG

Dentre as dezenas de criações de Howard, estão contos de ficção histórica, faroeste, espionagem, boxe, ficção científica e o gênero que praticamente ajudou a criar, o "Sword & Sorcery" (Espada e Feitiçaria). Em 1933, apesar de seu estilo recluso, muito ligado à família, um tanto quanto esquisito (andava nas ruas recitando falas, gestos e vozes de seus personagens, seu aspecto físico lembrava o de um boxeador) ele era o único escritor de Cross Plains a ter um agente literário, o que gerou interesse em muitos aspirantes, como sua futura namorada, Novalyne Price, que iniciou um relacionamento com Robert apenas interessada em publicar suas histórias e depois realmente passou a amá-lo. Infelizmente, Howard suicidou-se em 1936, aos 30 anos, quando descobriu que sua mãe doente entrara em estado terminal.  Hoje em dia seus contos são relançados frequentemente em edições luxuosas e papel de qualidade, já que agora são considerados como clássicos do gênero, e sua casa se tornou o Museu Howard, local que reúne escritores, aspirantes e fãs de histórias de fantasia.



Novalyne Price. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Novalyne_Price_Ellis#/media/File:Novalyne_Price_2.PNG

Após criar diversos personages, o pulp Weird Tales aguardava uma nova aventura do Rei Kull, um atlante que usurpara o reino fictício da Valúsia, mas Robert estava em viagem e concebeu uma nova criação: Conan, o Bárbaro. A princípio, outro rei de terras bárbaras que usurpou o trono de uma metrópole no conto reescrito "A Fênix na Espada". Mas seu interesse em história e arqueologia fez com que desenvolvesse a ambientação de toda a sua Era Hiboriana, um mundo tão complexo e detalhado quanto a Terra-Média e Nárnia, que seriam lançados anos depois. Howard era amigo de outros escritores americanos do gênero, como Clark Ashton-Smith e Howard P. Lovecraft, que trocavam por carta informações e influências, o que enriqueceu mais ainda os contos dos três.


Conan em Weird Tales: bem diferente do estereótipo que se tornaria. Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bc/Weird_Tales_May_1934.jpg

A Era Hiboriana

A Era Hiboriana foi um período aqui mesmo na Terra, que se passa entre o fim da Atlântida e o início da nossa civilização atual, que os estudiosos da obra Howardiana situam entre 32.000 AC até 10.000 AC. Toda a política, religiosidade, mitologia, etnia, línguas e tradições foram criadas por Howard pensando no que se tinha na época áurea da Grécia enquanto grande potência. É possível encontrar povos semelhantes aos egípcios, escandinavos, orientais, africanos, todos em regiões muito próximas das que estão na história moderna, em um continente gigantesco ainda em desenvolvimento pós-Pangeia.




Aí reside grande parte do encanto de Conan: não é apenas um cara forte matando inimigos e acumulando tesouros. O próprio mundo em que vive é um lugar repleto de cultura,maravilhas, informações e tem vida própria na escrita de seu idealizador. É possível encontrar referências a todas as principais civilizações europeias, africanas e asiáticas, com intrigas políticas/religiosas que remetem a clássicos de escritores como Maquiavel, Shakespeare, Tolstói e Blake.

Um resumo bem direto para quem quiser entender Conan e a Era Hiboriana: Após o evento cataclísmico que submergiu Atlântida, a mais antiga potência mundial, a humanidade sobrevivente foi levada novamente a um estado quase pré-histórico. Após poucos milênios ela atingiu um grau de desenvolvimento superior que avançou consideravelmente (em alguns aspectos, lembra o período Helênico, mas algumas regiões atingiram um grau praticamente Renascentista). Nesse período surgiu Conan, que nasceu na Ciméria (onde hoje se situa a Dinamarca) e, diferentemente de seus conterrâneos territorialistas, ainda adolescente se tornou um nômade e conheceu praticamente todas as regiões do continente hiboriano. Primeiro buscou grandes cidades para agir como um ladrão e mercenário, depois se tornou pirata, aventureiro, lutou em diversas batalhas importantes na formação política do território, enfrentou criaturas sobrenaturais, povos belicosos, monstros carnais e espirituais até se tornar general do império mais importante de sua geração, Aquilônia, e usurpar o trono do rei. Ou seja, um jovem poliglota, conhecedor de diversas culturas, armas, táticas de guerra, abordagem náutica, estratégia militar, não seria um idiota truculento e inexpressivo. Conan é um personagem inteligente, audaz que, mesmo discordando das atitudes dos ditos "civilizados", acredita que a beleza da vida está nas pequenas coisas e não possui sonhos de grandeza até se tornar rei quase que por acidente.

*Uma breve correção do irmão de espadas Edgard Rupel: "o auge da era hiboriana é baseado na alta idade media francesa, não no império grego, já que consideramos a Aquilonia como o ápice da civilização hiboriana.  E a Cimeria não ficava onde hoje é a Dinamarca, mas sim onde estão hoje as ilhas britânicas (há um mapa de howard mesmo que mostra isso)."

Sem dúvida um roteiro interessantíssimo que gerou interesse de muitos leitores que quiseram dar continuidade às poucas e influentes histórias de Howard para o cimério. O que gerou um interesse bem maior pelo personagem no final dos anos 60 e influenciou uma série de gêneros na Cultura Pop.

Cultura de Massa

O Legado de Conan e outras criações de Howard ficou esquecido por algumas décadas, mas na segunda metade dos anos 60 um fã e escritor conseguiu os direitos para continuar contos inacabados do texano e até criar outras histórias dentro da Era Hiboriana. Seu nome era L. Sprague de Camp e, ao lado do também escritor Lin carter, renovou o interesse pelo gênero Espada e Feitiçaria.


L. Sprague de Camp. Fonte: http://pe2.0932.ru/images1/sprague-de-camp-3.jpg

Com certeza é impossível desvincular esse sucesso da arte magistral do ilustrador Frank Frazetta. O ítalo-americano criou a arte das capas dos livros com os contos relançados de Howard e, somando-se à cultura da literatura fantástica estabelecida por Tolkien, o surgimento do Hard Rock e do Rock Progressivo, com visual e letras falando sobre o assunto, as gangues de motociclistas aderindo ao visual "couro e rebites de metal" e pronto: havia uma explosão de admiradores de Robert Howard 30 anos após a sua morte!


O Conan de Frazetta. Fonte: http://sequentialartistsworkshop.org/wordpress/wp-content/uploads/2015/09/1tacfrank_frazetta_warrior.jpg

Narrativas Gráficas

Em 1970, Roy Thomas, um fã de quadrinhos que começou a trabalhar com seu hobby (ele veio da chamada "Segunda Leva" de roteiristas, desenhistas e editores de quadrinhos, ou seja, quem entrou porque era fã. Os pioneiros do ramo criaram o 'mercado' que conhecemos e não tinham em quem se influenciar diretamente), e leu os relançamentos das histórias de Conan. Rapidamente contatou De Camp e ofereceu aos seus patrões da Marvel Comics o projeto de iniciar uma revista do Bárbaro. Aproveitando o hype, eles toparam e, com Roy Thomas nos roteiros e o jovem (porém fenomenal) Barry Windsor-Smith nos desenhos, nascia uma longeva revista que colocou ainda mais holofotes sobre o cimério: Conan - The Barbarian! Thomas escreveu as histórias do cimério por décadas, e desenvolveu um estilo poético único para seus recordatórios e diálogos. Adaptando textos de Howard, Sprague e Carter, além de histórias criadas por ele mesmo, estão entre as mais belas narrativas de quadrinhos até hoje.


Página de HQ de Conan, por Roy Thomas e Barry Smith. Fonte: https://marswillsendnomore.files.wordpress.com/2013/10/conan-the-barbarian-13-015.jpg

Smith é dono de um traço extremamente minucioso e não dava conta de entregar suas páginas no prazo, o que levou a editora a substituí-lo pelo veterano John Buscema (chamado por Stan Lee de "o Michelangelo dos Quadrinhos"), que caracterizou um Conan bem mais musculoso e maduro e ajudou a estabilizar a figura do Bárbaro na Cultura Pop. Buscema chegou a afirmar várias vezes que seus personagens favoritos eram Conan e o Surfista Prateado. O sucesso rendeu o lançamento de uma revista mais voltada para o público adulto, no final dos anos 70, em preto-e-branco chamada The Savage Sword of Conan. Em formato maior, com mais violência e algumas cenas de nudez, foi novamente um sucesso e garantiu o interesse dos produtores de cinema a investirem no personagem e, mais tarde, no gênero Espada e Feitiçaria como um todo.

Revistas como a francesa Metal Hurlant e a inglesa 2000AD (com seu personagem celta Sláine) lançavam histórias de guerreiros, e até uma versão bem-humorada do bárbaro (Groo, o Errante, de Sergio Aragonés) foi criado e se tornou sucesso!


John Buscema (lápis) e Alfredo Alcala (nanquim) em Savage Sword of Conan. Fonte: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/07/a1/25/07a125e5d37ebacd9bf1f82eb34ec3d9.jpg

Espadas nas Telonas

Em 1982 estreia nas telonas Conan - O Bárbaro, com nomes de peso por trás das câmeras como o produtor Dino de Laurentis, o diretor John Milius e o roteirista Oliver Stone, com um cast de atores perfeito para seus papéis: o fisiculturista novato nas telas Arnold Schwarzenegger (que, se suas poucas falas e pouca expressividade na época não fizeram jus ao espírito inquieto do personagem, seu carisma e aparência física o tornaram a epítome do Bárbaro cinematográfico), a dançarina Sandahl Bergman (All That Jazz, Xanadu) como a guerreira Valeria e James Earl Jones (a voz de Darth Vader) como o mago líder de uma seita Thulsa Doom. O filme é uma obra de arte: mesmo com orçamento bem mediano, foram construídos cenários convincentes, e o roteiro explora temas relevantes como o poder da religião, da amizade, do amor. Em meio a uma Era Hiboriana um tanto mais atrasada que a visão de seu criador e com um bocado de truculência por parte do protagonista (se tornou um marco o momento em que Conan, após ser escravizado e se tornar gladiador, é indagado por seu senhor: "O que é o melhor na vida?". Sua resposta, simples como uma canção viking, é: "esmagar seus inimigos. Vê-los tombando à sua frente. E ouvir os lamentos de suas mulheres!" . Grrr, Hulk Esmaga!


Cartaz do primeiro filme do cimério. Fonte: https://bsmoviereview.files.wordpress.com/2014/04/conan1982-poster.jpg


Pouco depois Richard Fleischer fez um segundo filme, Conan - O Destruidor, mas o clima foi bem mais de aventura e, se não fosse pelas cenas violentas e sensualidade, seria uma aventura digna dos filmes da Disney. Em 2011 um novo filme do cimério chegou às telas estrelado por Jason Momoa, mas embora tenha um visual exuberante, uma Era Hiboriana convincente e um ator que cumpriu bem o seu papel, o roteiro e a direção deixaram o filme um tanto bobo para os dias atuais.


Jason Momoa como Conan: http://cdn.collider.com/wp-content/uploads/conan-the-barbarian-movie-poster-hi-res-02.jpg

Jogando como um Guerreiro

A infinita criatividade de se criar um mundo cheio de locais novos a ser explorado já tem mais de 40 anos. Passando pelos jogos de tabuleiro que usavam estratégia de batalhas medievais, o RPG Dungeons &Dragons (mais informações nessa minha postagem: http://blogdaanima.blogspot.com.br/2014/07/rpg-parte-2-quarenta-anos-de-dungeons.html ) surgiu após o interesse popular pelo gênero Espada e Feitiçaria. Embora mais influenciado pela obra de Tolkien do que de Howard, o sucesso do D&D foi fundamental para que se criassem jogos do personagem (ou inspirados nele), como Hero Quest, Gurps Conan, Conan - The Role Playing Game, Age of Conan e Conan: Exiles (o novo video-game da Funcom)


Meu jogo favorito do bárbaro. Fonte: https://cf.geekdo-images.com/images/pic508813.jpg

Trilha Sonora Bárbara

Para quem é fã de uma aventura épica na literatura, nos quadrinhos, nas telonas ou nos jogos, nada melhor do que uma boa trilha sonora épica de fundo. Então é claro que Howard acabou inspirando compositores de diversas áreas, principalmente nas áreas cinematográficas (a trilha do filme de 1982 é do mestre Basil Poledouris, mas é possível encontrar influências dela em outros compositores como Howard Shore e Randy Edelman) bem como dos roqueiros cabeludos vestindo botas de couro (temos desde o tecladista de rock progressivo Rick Wakeman em seus discos solo como bandas de Hard Rock e Heavy Metal como Manowar, Manilla Road, Bathory, Cirith Ungol, Ironsword, Rhapsody e Majesty) lançando discos e músicas com a temática howardiana. Anote os nomes e não se esqueça de ouvir com atenção essas músicas em sua próxima leitura épica!


Manowar em 1982. Esse visual te lembra alguém? Fonte: http://www.asburyrecords.com/public/cover/13442_2.jpg

Pessoalmente conheci Conan no começo dos anos 80 com as histórias publicadas na extinta revista em formatinho Heróis da Tv. Após o lançamento da Espada Selvagem de Conan, em preto-e-branco e formato maior, passei a admirar ainda mais o cimério. Os filmes estavam entre os meus preferidos e, claro, só fui entender muita coisa da imensa criatividade de Robert Howard após crescer e reler as histórias. Uma pequena biografia do autor e de alguns dos artistas das HQs saiu na primeira edição da Espada Selvagem em cores, então conheci melhor Robert Howard. Suas obras literárias eu conheci aos 18 anos em uma série de livros de bolso lançada pela editora Unicórnio Azul.

Dentre os contos originais de Howard, destaco entre meus favoritos:

A Filha do Gigante de Gelo: um jovem Conan se perde em um deserto glacial após uma batalha e persegue uma mulher maravilhosa para os penhascos sem saber que se trata de uma visão da filha do deus nórdico Ymir.

A Torre do Elefante: em sua primeira incursão em uma metrópole cheia de ladrões, todos temem um mago que reside em uma alta torre coberta de jóias. Conan impetuosamente resolve escalar a torre e o que descobre lá dentro transcende a sabedoria humana.

Pregos Vermelhos: agora mais experiente, Conan e Valeria se encontram em uma cidadela onde dois povos lutam pela posse do lugar.

O Deus na Urna (ou "Tigela"): uma monstruosa criatura habita um salão onde Conan pretende se infiltrar para roubar tesouros e segredos, uma história cheia de suspense no melhor estilo Poe, que foi publicada após a morte de seu autor.

A Rainha da Costa Negra: o cimério, com vinte e poucos anos e em fuga de uma cidade portuária, foge em um navio que é atacado pela pirata Bêlit. Os dois vivem um romance intenso que mudará para sempre suas vidas.

Embora Conan ainda seja extremamente relevante na Europa (em países como Espanha, Itália, Portugal e Alemanha é comum encontrar fanzines e artistas dedicados exclusivamente ao personagem), no Brasil o auge de Conan, de seu autor e do gênero foi nas décadas de 1970 a 1990, mas tivemos bons lançamentos com obras do mestre após esse período. A revista Conan, da editora Dark Horse, escrita por Kurt Busiek e ilustrada por Cary Nord, rendeu um bom público e agradou os críticos. Hoje em dia é possível encontrar dois volumes com os melhores contos lançados pela ed. Conrad e o livro com a única novela de Conan escrita por seu autor, A Hora do Dragão, com título de capa "Conan - O Bárbaro", aproveitando a onda do filme de 2011 com tradução excelente de Alexandre Callari. Outro personagem importante de Howard, o puritano Solomon Kane, ganhou recentemente um filme com James Purefoy no papel do guerreiro religioso do século XVII e um livro da editora Generale também traduzido por Callari.

Para entender melhor a mente conturbada e genial de Robert, sugiro uma assistida no belo drama The Whole Wide World (em português, "Um Amor do Tamanho do Mundo"), de 1996 baseado no livro One Who Walked Alone, de Novalyne Price, sobre o seu romance com Robert E. Howard. Ótimas atuações de Renée Zellwegger e Vincent D'Onofrio.


Fofura sem fim! Fonte: http://moviefiles.alphacoders.com/860/poster-8607.jpg

É isso aí. Quem quiser entrar nesse universo tão extenso que é a mente de Howard, agora tem motivos de sobra. E eu garanto que tem muuuuuita coisa para falar que o espaço e o tempo não me permitiram. Portanto, aventure-se. Será uma jornada prazerosa que durará anos e uma admiração ímpar por um dos grandes visionários de um gênero literário do século XX mesmo 80 anos após a sua partida.

Professor Emerson Leandro Penerari